Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Cooperativismo é apresentado como força de criação contra fome e pobreza

José Luiz Tejon relaciona entropia à destruição e sintropia à criação, destacando o cooperativismo como organização de prosperidade.

Cooperativismo é apresentado como força de criação contra fome e pobreza

A entropia e a sintropia são apresentadas como forças opostas que atuam no universo e também nas escolhas humanas. Enquanto a primeira está associada ao caos e à destruição, a segunda representa a criação, a cooperação e a capacidade de gerar valor para além dos interesses individuais.

José Luiz Tejon leva essa reflexão para a biologia, a vida cotidiana e as organizações sociais. Ele afirma que o corpo humano é formado por cerca de 21 mil genes e abriga milhões de genes de bactérias. Nesse conjunto, 2% seriam malignas e 98%, benéficas. A partir dessa relação, o autor sustenta que o mal se amplia quando o bem permite sua proliferação.

Escolhas individuais e vida coletiva

Para Tejon, viver envolve incertezas, riscos, dores e sofrimentos, mas a maior dificuldade não estaria no planeta, e sim na desorganização humana, na falta de planejamento e em comportamentos egocêntricos. A pergunta central proposta é se cada pessoa age de modo entrópico ou sintrópico.

A avaliação passaria pelas amizades construídas, pela capacidade de gerar benefícios para outras pessoas e pelas decisões tomadas sob pressão. O autor também relaciona essa escolha a princípios éticos e ao amor, mencionando o ensinamento “Amai-vos uns aos outros” e um verso atribuído aos Beatles: “the love you take is equal to the love you make”.

A mesma análise é aplicada aos três poderes constituídos, às entidades e às associações da sociedade civil. Na avaliação de Tejon, a polarização contemporânea expressa o avanço de forças entrópicas. Ele cita conflitos militares, o uso da internet para disseminar propaganda e a circulação de desinformação, má informação e fake news.

Cooperativas como alternativa

O cooperativismo é descrito como uma forma de cooperação voltada à criação e à organização positiva. As cooperativas, segundo o autor, seguem leis, regras, fundamentos democráticos e mecanismos de compliance que deveriam impedir práticas destrutivas e caóticas.

Esse modelo exigiria lideranças transparentes, governança comprometida com o longo prazo e aversão ao risco. No Brasil, o movimento cooperativista estaria a caminho de reunir 30 milhões de brasileiros e de alcançar movimentação financeira anual próxima de R$ 1 trilhão.

Em escala mundial, as cooperativas são apresentadas como a maior organização empreendedora do planeta. Tejon afirma que, onde há uma boa cooperativa, surge prosperidade e recuam a fome, a miséria e a pobreza.

A reflexão retorna, ao fim, à responsabilidade individual. Fazer o bem, criar com base no amor e produzir efeitos positivos aproximaria as pessoas da sintropia. A omissão e a satisfação em apenas não praticar o mal, por outro lado, manteriam uma contribuição passiva para forças destrutivas.

Para o autor, essa escolha se manifesta dentro das famílias e começa em casa, pela educação. José Luiz Tejon é jornalista e publicitário, doutor em Educação pela Universidad de La Empresa, no Uruguai, e mestre em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Mackenzie.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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