Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Suprema Corte autoriza retirada de aposentada de imóvel em Madri

Maricarmen Abascal deixou o apartamento após disputa judicial e aumento de 275% no aluguel; protestos ocorreram durante e depois do despejo.

Suprema Corte autoriza retirada de aposentada de imóvel em Madri
Foto: DW/Deutsche Welle

A retirada de Maricarmen Abascal, de 87 anos, provocou protestos em Madri depois que a Suprema Corte da Espanha decidiu a favor da empresa que havia comprado o apartamento onde ela vivia. A aposentada precisou deixar o imóvel com apoio de profissionais de saúde e foi levada de ambulância.

Abascal morava havia 70 anos no bairro do Retiro, ao lado do parque homônimo, declarado Patrimônio Mundial pela Unesco. O aluguel era de cerca de 500 euros por mês, aproximadamente R$ 2,9 mil. Depois da aquisição do imóvel por uma empresa imobiliária, o valor subiu 275%, chegando a 2.650 euros, ou cerca de R$ 15,6 mil, informou o Sindicato de Inquilinos de Madri.

A disputa judicial começou quando a empresa assumiu a administração do apartamento e se estendeu por quase oito anos. Essa foi a quarta tentativa de retirar a moradora. Com a decisão da Suprema Corte, Abascal teve 30 minutos para reunir os pertences antes de sair. Ela foi escoltada por policiais da tropa de choque e transportada em uma maca, pois necessita de cadeira de rodas.

Durante a operação, dezenas de ativistas que estavam acampados em frente ao prédio foram retirados à força. Os manifestantes gritaram “vergonha!” e, enquanto Abascal era levada para a ambulância, disseram: “Maricarmen, você não está sozinha!”. À noite, centenas de pessoas se reuniram no centro de Madri para protestar contra o despejo e pedir regras para o mercado imobiliário.

A advogada Beatriz Duro afirmou que a empresa rejeitou propostas feitas pela defesa e pedidos para adiar a retirada. A companhia não se manifestou publicamente. Alicia del Rio, porta-voz da associação Inquilinas de Madri, disse que Abascal foi levada a um hospital local e que uma escritora, sem revelar o nome, se ofereceu para pagar o aluguel da idosa, mas teve a proposta recusada.

O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, classificou o episódio como uma tragédia social e criticou a atuação das autoridades conservadoras da prefeitura de Madri. A ministra da Habitação, Isabel Rodríguez, afirmou que o governo de esquerda tentou aprovar uma lei para impedir despejos desse tipo. A Anistia Internacional na Espanha também denunciou uma violação dos direitos humanos.

Em entrevista à RTVE, Abascal chamou a empresa de desumana e responsabilizou autoridades nacionais, regionais e municipais pela situação. O caso ocorreu em meio à pressão sobre inquilinos de longa duração e ao aumento dos preços dos aluguéis nas principais cidades espanholas.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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