Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Mudanças no cheiro das axilas: quando observar e buscar avaliação

Odor mais intenso pode ser normal, mas alterações persistentes, suor excessivo e mudanças na pele merecem atenção.

Mudanças no cheiro das axilas: quando observar e buscar avaliação

O cheiro das axilas pode mudar por causa do suor, da alimentação, dos hormônios e de fatores como temperatura, atividade física e estresse. Na maioria das situações, porém, o odor é normal e não indica falta de higiene ou doença.

O suor não é, sozinho, o principal responsável pelo cheiro. O odor surge principalmente quando secreções produzidas pelas glândulas da região entram em contato com bactérias naturalmente presentes na pele. As axilas concentram glândulas sudoríparas, entre elas as apócrinas, que produzem uma secreção mais espessa e sujeita a desenvolver odor nessa interação.

O que pode alterar o odor

Depois de exercícios, de períodos no calor ou de situações de estresse, é esperado que o cheiro fique mais perceptível. A alimentação também pode interferir temporariamente. Alho, cebola, algumas especiarias, vegetais ricos em compostos de enxofre e bebidas alcoólicas estão entre os itens capazes de modificar o odor corporal.

Mudanças hormonais, como as que ocorrem na puberdade, no ciclo menstrual e na menopausa, também podem alterar a quantidade de suor e a percepção do cheiro. Por isso, o parâmetro mais útil é comparar o odor atual com o padrão habitual do próprio corpo.

Uma mudança repentina e persistente, sem explicação evidente, merece investigação. Alterações metabólicas associadas ao diabetes e algumas doenças hepáticas e renais podem modificar o odor corporal em situações específicas. O cheiro, isoladamente, não permite diagnosticar essas condições, que também apresentam outros sinais e precisam de avaliação profissional.

Suor e alterações na pele

A quantidade de suor também deve ser observada. Transpirar durante exercícios, em dias quentes ou quando há nervosismo é esperado. Já o suor excessivo em repouso ou em temperaturas amenas pode estar relacionado à hiperidrose, caracterizada pela produção de suor acima do necessário para regular a temperatura corporal.

Suor noturno frequente, roupas constantemente encharcadas ou uma mudança súbita na transpiração justificam avaliação médica. Coceira e vermelhidão podem ocorrer por irritação causada pelo suor ou por sensibilidade a desodorantes, sabonetes e outros produtos. Lesões dolorosas ou caroços recorrentes também precisam ser examinados, especialmente quando não desaparecem ou voltam repetidamente.

Não existe um único cheiro de axila saudável. O odor varia conforme a microbiota da pele, a genética, a alimentação, os hormônios e a rotina. Se o cheiro aparece após um dia quente ou exercício e melhora com banho, troca de roupa e cuidados habituais, geralmente não há motivo para preocupação.

Atenção maior é necessária quando há mudança súbita e persistente do odor, aumento inexplicável da transpiração, suor durante o sono ou alterações na pele. Nesses casos, procurar avaliação profissional é a forma mais segura de investigar a causa.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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