PERPIGNAN — A cobertura da Síria após a queda de Bashar al-Assad rendeu ao fotógrafo francês Philémon Barbier, de 25 anos, o Visa de Ouro da Cidade de Perpignan Rémi Ochlik. O prêmio foi anunciado no encerramento da semana profissional do Festival de Fotojornalismo Visa pour l'Image, neste domingo (6).
Barbier acompanhou os efeitos do fim do regime em viagens que somaram oito meses no país. Ele iniciou o projeto como freelancer e, depois da publicação de suas imagens, passou a receber encomendas de grandes veículos, entre eles o jornal Le Figaro.
“É um país que está renascendo, que quer paz, quer evoluir, ter liberdade”, afirmou o fotógrafo. Barbier disse que decidiu seguir o fotojornalismo aos 16 anos, enquanto participava de manifestações. Aos 19 anos, fez um curso profissionalizante em Paris.
O festival distribuiu cerca de € 150 mil em quase 20 prêmios e bolsas. A proposta, segundo o criador e presidente do evento, Jean-François Leroy, era contemplar profissionais em diferentes momentos da carreira e manter o fotojornalismo em atividade. Leroy morreu no dia 31 de agosto e foi lembrado nas noites de projeção realizadas no Campo Santo.
Entre os demais reconhecimentos, Raymond Depardon, de 84 anos, recebeu o Visa de Ouro de Honra da revista Le Figaro, destinado a uma carreira consolidada. O Visa de Ouro da Informação Digital foi concedido à equipe do jornal The New York Times por uma reportagem sobre a campanha de Israel para controlar a Cisjordânia. O trabalho foi realizado por Daniel Berehulak, Michael D. Shear, Leanne Abraham e Fatima AbdulKarim.
A programação incluiu cerca de 30 exposições espalhadas por Perpignan. As mostras abordaram guerras em Gaza, na Síria, no Líbano, no Sudão e na Ucrânia, além de catástrofes naturais, reportagens de imersão e trabalhos sobre o mundo submarino.
O fotógrafo italiano Paolo Roversi apresentou, no Hôtel Pams, imagens inspiradas no livro O Cheiro da Índia, de Pier Paolo Pasolini. O festival permanece aberto ao público até o dia 13 de setembro, com entrada gratuita.




