O Brasil deve importar entre 40 milhões e 41 milhões de toneladas de fertilizantes em 2026, uma queda de mais de 10% em relação ao ano anterior. A projeção ocorre mesmo com a expectativa de que a área cultivada alcance cerca de 85 milhões de hectares na safra 2026/27, ante aproximadamente 84 milhões de hectares na temporada anterior.
O volume projetado para este ano ficará próximo ao registrado em 2023 e abaixo do recorde de 45,5 milhões de toneladas alcançado em 2025. Até setembro, os dados parciais apresentados no Mercado & Cia indicavam cerca de 27 milhões de toneladas importadas. Para chegar à estimativa anual, será necessário manter, nos últimos meses de 2026, ritmo semelhante ao observado no mesmo período de 2025.
A redução prevista está associada ao aumento dos preços dos fertilizantes. As tensões geopolíticas e os conflitos internacionais pressionaram os valores dos insumos e elevaram os custos da produção agrícola, afetando as decisões dos produtores rurais.
Estratégias para reduzir custos
Entre 80% e 85% dos fertilizantes usados no Brasil são importados. Essa dependência faz com que os custos de produção sejam sensíveis às oscilações do mercado internacional.
Para preservar a rentabilidade, os produtores avaliam diminuir as quantidades aplicadas e adotar técnicas que melhorem o aproveitamento dos nutrientes. Uma delas é a aplicação em taxa variável, que distribui o fertilizante conforme as necessidades específicas de cada área da propriedade.
A análise do solo também pode indicar quais áreas precisam de adubação e quais quantidades são adequadas em cada situação. Com essas informações, o produtor consegue reduzir desperdícios e direcionar melhor os investimentos, sem necessariamente diminuir a adubação de forma uniforme em toda a lavoura.
A expectativa é que o país termine 2026 com área cultivada maior e importação de fertilizantes significativamente menor do que em 2025. O cenário reflete a busca dos agricultores por eficiência no uso dos insumos diante da alta dos custos.



