Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Experiência de confinamento busca aproximar pais de filhos isolados na Coreia do Sul

Quartos sem celulares e acompanhantes simulam a rotina de pessoas em hikikomori para ajudar familiares a compreender essa condição.

Experiência de confinamento busca aproximar pais de filhos isolados na Coreia do Sul

Uma experiência de confinamento voluntário tem levado pais a permanecer em quartos sem celulares, computadores ou acompanhantes. A proposta é permitir que eles vivenciem, ainda que por um período planejado, parte do isolamento enfrentado pelos filhos que romperam o contato com o mundo exterior.

Os espaços têm quatro paredes nuas, uniformes azuis e uma pequena abertura na porta, usada para a entrega ocasional de comida. Embora reproduzam características de uma prisão de segurança máxima, os quartos fazem parte de uma iniciativa chamada “fábrica de felicidade”.

O objetivo é ajudar os pais a compreender os sentimentos associados ao hikikomori, termo usado para descrever jovens e adultos que se afastam completamente da vida social e do mundo exterior.

As histórias das famílias

Jin Young-hae e Park Han-sil, pseudônimos, são mães de jovens de 24 e 26 anos, respectivamente. O filho de Jin permanece trancado no quarto e deixou de se preocupar com higiene e alimentação. Já o filho de Park rompeu os vínculos com o mundo exterior há sete anos e não aceita tomar a medicação recomendada pelos médicos.

As duas participaram de experiências planejadas de isolamento. Para Jin, a vivência contribuiu para uma compreensão maior da situação do filho e abriu possibilidades de comunicação. “Fiquei me perguntando o que fiz de errado... é doloroso pensar nisso. Mas, quando comecei a refletir, obtive certa clareza”, afirmou.

A experiência, portanto, foi apresentada como uma forma de aproximar os familiares da realidade vivida pelos filhos, e não como uma decisão impulsiva de confinamento.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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