PORTO ALEGRE — A identificação de sinais de alerta de extremismo violento, principalmente no ambiente digital, foi um dos temas de uma capacitação promovida pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) nesta sexta-feira (11). A atividade também apresentou o trabalho da Promotoria de Enfrentamento à Violência Extrema e ECA Digital (PROEVE).
O treinamento reuniu representantes de conselhos tutelares, assistência social, educação, saúde e serviços de acolhimento. A proposta foi aproximar áreas que atuam na proteção de crianças e adolescentes para melhorar o reconhecimento antecipado de situações de risco e vulnerabilidade.
Atuação especializada
A PROEVE foi apresentada como uma estrutura criada para lidar com crimes virtuais. A condução técnica ficou sob responsabilidade dos promotores Leonardo Rossi e Rodrigo Mendonça, coordenadores da promotoria, com participação de Manuela Paradeda Montanari, do Núcleo de Prevenção à Violência Extrema (NUPVE).
Durante a capacitação, o grupo tratou de dinâmicas relacionadas ao Projeto Sinais. Criado em 2024, o projeto busca qualificar profissionais para reconhecer indícios de extremismo violento, especialmente em plataformas e ambientes digitais.
A organização do encontro ficou a cargo das promotoras de Justiça Carla Souto e Lessandra Bergamaschi, que atuam no setor da Infância e Juventude de Porto Alegre. O evento foi realizado na sede do MPRS e marcou a primeira reunião temática de grande escala com a integração dos serviços da Capital.
Na abertura, o procurador-geral de Justiça, Alexandre Saltz, defendeu a prioridade das políticas destinadas à infância e à juventude. Ele também afirmou que proteger esse público é indispensável para o planejamento do futuro do país.



