Terça-feira, 8 de setembro de 2026
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Estiagem leva Canal do Panamá a adiar redução do calado dos navios

Além de limitar as travessias, a Autoridade do Canal do Panamá manteve o calado atual após reavaliar os níveis do lago Gatún.

Estiagem leva Canal do Panamá a adiar redução do calado dos navios
Foto: Martin Bernetti/Afp

A Autoridade do Canal do Panamá adiou a redução prevista no calado máximo das embarcações que passam pela hidrovia, após avaliar os níveis do lago Gatún e as previsões meteorológicas. A medida mantém o limite atual em 14,63 metros, enquanto o canal enfrenta a diminuição das chuvas associada ao El Niño.

O plano de restrição começou a ser implementado na sexta-feira (04/09) pela administração da hidrovia, que conecta os oceanos Pacífico e Atlântico e movimenta 5% do comércio marítimo global. A quantidade de travessias será reduzida gradualmente de 36 para 32 por dia. Estavam previstas 34 passagens para a sexta-feira, e o limite máximo será de 32 embarcações a partir de 15 de setembro.

A rota depende da água da chuva armazenada nos lagos artificiais de Gatun e Alhajuela. Os reservatórios tiveram queda nos níveis em razão da seca atribuída ao El Niño, descrito como o mais intenso já registrado e relacionado a um alerta nacional no Panamá.

O calado máximo anteriormente era de 15,24 metros e já havia sido reduzido para 14,63. A Autoridade do Canal do Panamá havia anunciado que o limite passaria para 14,47 metros em outubro, mas adiou a mudança. Segundo a entidade estatal autônoma, manter o calado atual oferece aos clientes mais continuidade no planejamento das viagens e na programação dos navios.

Em 2023, os níveis recordes de baixa dos lagos levaram a uma redução dos trânsitos diários de 38 para 22. A administração não descartou novas restrições, condicionadas ao volume de chuvas nas próximas semanas.

O El Niño ocorre quando as temperaturas da superfície do oceano ficam anormalmente altas nas áreas central e leste do Pacífico. O fenômeno pode provocar efeitos indiretos, como secas, enchentes e incêndios florestais. Cientistas afirmam que mudanças nos ventos e nas temperaturas oceânicas provavelmente intensificarão eventos climáticos extremos, em um planeta já mais quente devido à poluição dos combustíveis fósseis. A expectativa é que o fenômeno atinja intensidade elevada no fim do inverno e no início da primavera no Hemisfério Sul, podendo estar entre os maiores eventos registrados desde 1950.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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