FILADÉLFIA — Dezenas de manifestantes pró-Palestina se reuniram a cerca de 800 metros do Lincoln Financial Field antes do show de Ed Sheeran no sábado (19). Os organizadores disseram que o ato buscava chamar atenção para a situação em Gaza e dar visibilidade a grupos locais de apoio aos palestinos.
Durante a apresentação, Sheeran criticou as limitações impostas por locais de shows ao que os artistas podem dizer no palco. "Isso acontece em tantos lugares onde me apresento ao redor do mundo, mas nunca deveria acontecer no mundo livre", afirmou.
A declaração ocorreu após a retirada do rapper Macklemore da programação da turnê de Sheeran nos Estados Unidos. A controvérsia começou depois que Macklemore disse "Palestina Livre" em uma apresentação em Nova Jersey e publicou nas redes sociais sua versão sobre as consequências do episódio.
Declarações sobre o conflito
No palco, o cantor britânico classificou como "catastrófico, injustificável e desproporcional" o cenário atual em Gaza. Ele também descreveu como "horrível" o ataque do Hamas de outubro de 2023.
A posição contrastou com uma manifestação anterior nas redes sociais. Na ocasião, Sheeran havia dito que o público de seus shows não esperava um fórum político.
Ao abordar a condução do caso envolvendo Macklemore, o cantor reconheceu que cometeu erros e pediu desculpas ao público. "Tive que tomar decisões difíceis e estou cometendo erros, e sinto muito mesmo", disse.
Segundo Macklemore, Robert Kraft, dono do New England Patriots, e outros proprietários de estádios teriam informado a Sheeran que ele não poderia continuar na programação se o rapper permanecesse na turnê. Outros artistas que participavam das apresentações também deixaram a turnê em solidariedade a Macklemore.
Entre os fãs ouvidos antes do show, houve apoio aos dois artistas e também a avaliação de que manifestações políticas deveriam ficar fora das apresentações. Joy VanRuler declarou: "Não precisa ser político. É sobre a música, e nós apoiamos os dois, e está tudo bem."



