Terça-feira, 8 de setembro de 2026
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Dados da InSight indicam sistema magmático profundo em Marte

Análise sísmica aponta uma divisão na crosta marciana a 24 quilômetros de profundidade e sugere reciclagem interna sem placas tectônicas ativas.

Dados da InSight indicam sistema magmático profundo em Marte
Foto: gerada por IA/Portal Terra/TerrAI

Dados sísmicos coletados pela missão InSight, da NASA, indicam a existência de um sistema magmático extenso sob a superfície de Marte. Cientistas da Universidade de Oxford identificaram uma divisão na composição da crosta a 24 quilômetros de profundidade, sinal de que o interior do planeta é mais complexo do que se considerava.

A análise reuniu registros de ondas provocadas por abalos e impactos de meteoroides, modelagem termodinâmica e métodos estatísticos aplicados a centenas de amostras teóricas de rochas. Abaixo da fronteira identificada, as rochas têm composição ultramáfica, com mais ferro e magnésio e menos sílica. Acima dela, predominam rochas máficas, com maior concentração de sílica.

Formação e alcance do sistema magmático

Os resultados indicam que a rocha fundida se acumulou e se fracionou ao longo do tempo geológico. Cristais mais densos teriam se depositado na base da crosta, enquanto magmas mais leves e quimicamente evoluídos avançaram em direção à superfície.

Esse processo, chamado magmatismo transcrustal, pode ter se estendido por centenas ou milhares de quilômetros no hemisfério norte de Marte. A pesquisa também aponta que o planeta desenvolveu uma crosta evoluída por reciclagem interna profunda, mesmo sem placas tectônicas móveis ativas.

Para Tobermory Mackay-Champion, autor principal do estudo, a estrutura sugere que Marte poderia ter abrigado sistemas magmáticos grandes e duradouros, nos quais a rocha fundida evoluía e era reprocessada em toda a crosta.

Implicações para a habitabilidade

A reciclagem interna de materiais influencia a formação de atmosferas, oceanos e ciclos químicos associados a condições habitáveis em corpos rochosos. A identificação desse processo em Marte amplia a busca por mundos potencialmente habitáveis fora do Sistema Solar.

O coautor Jon Wade afirmou que, se Marte desenvolveu uma crosta complexa sem tectônica de placas, as condições necessárias para a habitabilidade podem existir em mais planetas do que se imaginava, inclusive em mundos antes descartados pelo tamanho ou pela aparente falta de atividade tectônica.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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