O preço da soja subiu na maior parte do Brasil nesta terça-feira (22/9), apesar da queda dos contratos negociados em Chicago. O movimento ocorreu enquanto o plantio da safra 2026/27 avançou lentamente nas regiões produtoras.
No porto de Paranaguá, o indicador Cepea/Esalq marcou R$ 161,93, com alta diária de 0,25%. Em setembro, a valorização acumulada chegou a 1,56%.
Entre as 38 regiões acompanhadas pela AgRural, 19 tiveram aumento nas cotações, dez permaneceram estáveis e nove registraram queda. Os maiores avanços, de R$ 2, foram observados em Uberlândia (MG) e Uberaba (MG). Já as maiores baixas, de -R$ 1, ocorreram em São Gabriel do Oeste (MS), São Luís (MA) e Palmas (TO).
A saca de 60 quilos era negociada a R$ 157 em Ponta Grossa (PR), R$ 153 em Passo Fundo (RS), R$ 141 em Sorriso (MT), R$ 147 em Dourados (MS), R$ 151 em Rio Verde (GO), R$ 155 em Uberaba (MG), R$ 146 em Luís Eduardo Magalhães (BA) e R$ 145 em Balsas (MA).
Mercado internacional
Na Bolsa de Chicago, os contratos com vencimento em novembro recuaram 0,19%, para US$ 13,2550 o bushel. O mercado aguardava informações sobre as conversas entre os presidentes dos Estados Unidos e da China, Donald Trump e Xi Jinping. A expectativa era de anúncios que facilitassem o comércio entre os dois países, especialmente envolvendo a soja.
A Companhia Nacional de Abastecimento informou que o plantio começou em alguns Estados antes do calendário habitual, entre eles Goiás e Rio Grande do Sul. A semeadura também teve início em áreas do Paraná e de Mato Grosso.
Mesmo assim, o ritmo de implantação da nova safra permanece abaixo da série histórica. Até 18 de setembro, 0,5% da área prevista no país havia sido plantada, contra 0,9% na média dos últimos cinco anos para o período.



