Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Ministro diz que Brasil não enfrenta risco imediato de falta de fertilizantes e diesel

André de Paula afirmou que o país tem alternativas para o fornecimento de insumos e negou sinais concretos de escassez de diesel.

Ministro diz que Brasil não enfrenta risco imediato de falta de fertilizantes e diesel

O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, afirmou nesta terça-feira (22) que o governo considera afastada a possibilidade de falta de fertilizantes no país. Ele também negou haver, neste momento, sinais concretos de desabastecimento de óleo diesel.

As declarações foram dadas em Belo Horizonte, durante um congresso nacional dedicado à cadeia do algodão. O encontro ocorreu enquanto o agronegócio acompanha os efeitos dos conflitos internacionais sobre a oferta e os preços dos insumos usados na produção.

Fertilizantes

Segundo André de Paula, o Plano Nacional de Fertilizantes prevê medidas para aumentar a produção brasileira e ampliar a diversidade de fornecedores estrangeiros. O ministro citou uma missão ao Marrocos, onde teria sido firmado um compromisso para enviar ao Brasil 3,8 milhões de toneladas de fertilizantes fosfatados.

Esse volume, de acordo com ele, corresponde a cerca de 80% da necessidade brasileira. “O fantasma do desabastecimento, neste momento, está afastado”, declarou.

O governo também trabalha na retomada e na expansão da fabricação nacional de fertilizantes nitrogenados. O ministro informou que três unidades vinculadas à Petrobras já foram entregues e estão em funcionamento. Uma quarta fábrica, em Três Lagoas (MS), tem previsão de ficar pronta em meados de 2027.

Com a operação dessa unidade, a estimativa é que o Brasil consiga produzir cerca de 35% da demanda nacional por nitrogenados. A estratégia busca diminuir a dependência das importações, que ainda respondem por grande parte dos fertilizantes usados nas lavouras.

André de Paula também afirmou que o governo atuou com o Ministério de Portos e Aeroportos para priorizar navios carregados com fertilizantes no início da safra. A medida pretende evitar atrasos relacionados ao acúmulo de embarcações nos portos brasileiros.

Diesel

Ao ser questionado sobre possíveis dificuldades no fornecimento de diesel durante o plantio e a colheita da nova safra, o ministro disse que não há elementos concretos que indiquem risco de falta em âmbito nacional. “Isso ainda está no campo da especulação, não há nenhum indicativo de que isso possa acontecer”, afirmou.

A possibilidade de aumento mais acentuado dos preços do combustível, associada aos conflitos internacionais, também foi acompanhada pelo governo, segundo o ministro.

A manifestação ocorreu após produtores do Rio Grande do Sul relatarem dificuldades para obter diesel em algumas regiões. A Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul acionou a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis diante de relatos de restrições e atrasos nas entregas.

Sobre a situação no estado, André de Paula disse ter conversado com o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e afirmou ter recebido garantias sobre o abastecimento. Para ele, caso tenha ocorrido falta, a situação pode estar restrita a uma questão local. O acompanhamento do fornecimento de combustíveis cabe à ANP e ao Ministério de Minas e Energia.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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