Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Produtores do Rio Grande do Sul relatam alta e falta de diesel antes do plantio

Farsul pediu fiscalização à ANP, enquanto o IBP afirmou que não há sinais de desabastecimento nacional do combustível.

Produtores do Rio Grande do Sul relatam alta e falta de diesel antes do plantio
Foto: Divulgação

Produtores rurais de diferentes regiões do estado relatam dificuldade para encontrar óleo diesel e aumento nos preços às vésperas do plantio de arroz e soja. As queixas foram registradas na Metade Sul e no Vale do Rio Pardo, onde a semeadura deve ganhar intensidade nos próximos dias.

A disponibilidade do combustível é apontada pelos produtores como um fator decisivo para o aproveitamento das janelas de plantio. A falta de diesel também teria ocorrido no início do ano, durante a colheita. Um produtor afirmou que períodos curtos para realizar a semeadura ampliam a preocupação com o abastecimento e podem levar as lavouras para fora da época ideal de cultivo.

Além da dificuldade de compra, houve relatos de alta rápida. Um produtor disse ter adquirido diesel por R$ 5,74 na semana anterior, encontrado o litro a R$ 6,56 dois dias depois e, na data do relato, visto o preço chegar a R$ 7,18. “A gente acaba se tornando refém disso, acaba aceitando os preços para conseguir comprar e tudo vai aumentando o custo”, afirmou.

Pedido de fiscalização

A Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul) protocolou um ofício urgente na Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A entidade pediu fiscalização das distribuidoras, verificação dos estoques e apuração sobre eventuais diferenças nas condições de venda para determinados consumidores.

A Farsul também solicitou investigação de possíveis retenções ou limitações da oferta e a elaboração de um plano de contingência para os períodos de plantio e colheita. Para a federação, a escassez pode afetar a produção, enquanto o preço elevado aumenta os custos das operações agrícolas. Uma alta de 21% no diesel S10, segundo estimativa da entidade, acrescentaria R$ 12 milhões aos custos diretos das operações nas principais lavouras do estado. Se o litro ultrapassasse R$ 9, o impacto acumulado poderia superar R$ 1 bilhão.

Entidades divergem sobre abastecimento

Em comunicado divulgado nesta quarta-feira (16), o Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP) informou que não identificou sinais de falta de diesel no mercado brasileiro. O instituto disse acompanhar o cenário com empresas associadas, produtores, distribuidores e órgãos do governo por meio da Mesa de Monitoramento do Ministério de Minas e Energia.

Para o IBP, há uma expectativa de aumento da demanda com a intensificação do plantio. A regularidade da oferta também dependerá de importações, das cotações internacionais e das condições logísticas para a entrada do combustível no país. A entidade afirmou que seguirá monitorando o mercado para antecipar necessidades e contribuir para a segurança e a regularidade do abastecimento nacional.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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