Produtores de soja do Rio Grande do Sul estão autorizados, a partir desta terça-feira (15), a iniciar o plantio antes do período previsto no calendário regular. A antecipação depende de autorização da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi).
Exigências para o plantio
Para obter a autorização, o produtor deve apresentar um plano de manejo contra a ferrugem asiática, doença provocada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi. O documento precisa detalhar as estratégias de manejo integrado previstas para a área, incluindo a rotação de mecanismos de ação de fungicidas, o uso de produtos multissítios e a alternância de ingredientes ativos.
A Seapi recomenda que as medidas sejam adotadas com orientação de um responsável técnico. A demanda pela flexibilização partiu principalmente de produtores da região de Santa Rosa, onde as condições climáticas vêm dificultando o estabelecimento das lavouras em safras sucessivas. Entre os problemas registrados estão falhas no início do desenvolvimento das áreas, necessidade de replantio e impactos no desempenho das plantações.
Monitoramento das áreas
A autorização também permitirá acompanhar os resultados do plantio antecipado. O Departamento de Defesa Vegetal (DDV) da Seapi, em parceria com a Emater/RS-Ascar, fará o monitoramento das lavouras para avaliar os efeitos da mudança no calendário.
De acordo com o diretor do DDV, Ricardo Felicetti, o acompanhamento servirá para verificar a possibilidade de antecipar o calendário e adotar diferentes zonas de plantio no estado.
As áreas semeadas antes do período regular não estão incluídas no Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc). Por isso, eventuais sinistros nessas lavouras não terão cobertura do Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro).
A medida foi criada para atender situações específicas enfrentadas pelos produtores e reunir informações sobre os impactos de uma possível alteração no calendário de plantio da soja no Rio Grande do Sul.



