Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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IFA alerta para riscos à produção de grãos com falhas em fertilizantes

Entidade estima que a retirada de 8 milhões de toneladas de ureia poderia reduzir a oferta mundial de trigo em até 100 milhões de toneladas.

IFA alerta para riscos à produção de grãos com falhas em fertilizantes

Interrupções no fornecimento de fertilizantes e de outros insumos essenciais podem comprometer a produção de grãos e a segurança alimentar global, afirmou a Associação Internacional da Indústria de Fertilizantes (IFA). A entidade divulgou uma análise em São Paulo no dia 30, com destaque para os gargalos no mercado internacional de ureia e seus possíveis efeitos sobre a oferta de trigo.

A avaliação da IFA considera que a retirada de aproximadamente 8 milhões de toneladas de ureia do mercado internacional, em linha com dificuldades registradas ao longo do ano, poderia provocar uma perda de 75 milhões a 100 milhões de toneladas de trigo. A estimativa toma como referência uma produção mundial do cereal pouco acima de 800 milhões de toneladas.

Dependência de energia e logística

Alzbeta Klein, CEO e diretora-geral da IFA, afirmou que cerca de metade dos alimentos consumidos no planeta depende do processo Haber-Bosch. A tecnologia converte gás natural em fertilizantes nitrogenados. Segundo Klein, um único fabricante fornece insumos que contribuem para alimentar perto de 5% da população mundial.

Essa dependência faz com que instabilidades no fornecimento de energia afetem os custos de fabricação, a formação de preços e o comércio de produtos para nutrição vegetal. Os efeitos chegam ao campo por meio das decisões de plantio e dos níveis de produtividade.

A entidade também citou gargalos no Estreito de Ormuz e entraves regulatórios em serviços de certificação sanitária para embarques. Esses obstáculos prejudicam a logística humanitária de grãos, segundo a avaliação.

Para a IFA, fertilizantes, energia e navegação devem ser considerados de forma integrada nas estratégias globais de abastecimento. Klein defendeu que metas ambientais passem por testes de estresse capazes de considerar oscilações de preços e problemas logísticos sem inviabilizar a atividade dos produtores.

Entre as alternativas mencionadas estão a amônia de baixo carbono, fertilizantes de eficiência aumentada e produtos biológicos. A entidade também citou o fortalecimento da demanda, mecanismos de financiamento ligados à resiliência e sistemas para medir e verificar a pegada de carbono. O equilíbrio entre fertilizantes, energia, logística e financiamento será decisivo para sustentar a produção de grãos sob maior pressão sobre custos e abastecimento.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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