A produção de açúcar no Centro-Sul deve recuar 6% na safra 2026/27, para 38 milhões de toneladas, conforme a nova estimativa da StoneX. Para 2027/28, a consultoria prevê crescimento de 11,6%, com o volume chegando a 42,4 milhões de toneladas.
A revisão também reduziu a projeção de moagem de cana-de-açúcar na temporada atual para 635,5 milhões de toneladas. Ainda assim, o resultado representaria alta de 3,9% em relação à safra passada. O mix açucareiro foi revisado para 46,2%, enquanto a concentração de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) deve cair 1,3%, para 136 quilos por tonelada de cana moída.
As chuvas que atingem os canaviais prejudicam a cristalização do açúcar nas usinas, segundo a StoneX. Com isso, a consultoria avalia que será difícil manter o mix açucareiro acima de 50% entre setembro e dezembro.
Projeções para a próxima safra
Na primeira estimativa para 2027/28, a StoneX calcula que o Centro-Sul processará 662,1 milhões de toneladas de cana. Se confirmada, essa marca será um recorde para a região. A previsão considera o aumento da quantidade de cana bisada, que não foi processada no período adequado na safra atual, e a melhora da produtividade.
Mesmo com a possibilidade de as usinas estenderem a moagem até dezembro, 10 milhões de toneladas ainda deverão ser colhidas em março e contabilizadas na safra atual. Outras 22 milhões de toneladas devem ser processadas apenas na temporada 2027/28.
O aumento do açúcar na próxima safra também é associado à remuneração mais favorável da commodity em comparação com o etanol. O mix açucareiro projetado é de 49,3%, 3,1 pontos percentuais acima do nível estimado para a temporada atual. A expectativa de um período de pico menos chuvoso deve favorecer uma concentração maior de sacarose.
Na safra 2026/27, a produção total de etanol de cana deve crescer 11,4%, para 24,5 bilhões de litros. Considerando também o etanol de milho, o total do biocombustível no Centro-Sul deve chegar a 37,8 bilhões de litros, alta de 12,2%.
Para 2027/28, a produção total de etanol é estimada em 40,5 bilhões de litros, avanço de 7,2%. O etanol de milho deve crescer 29,7%, para 13,6 bilhões de litros, enquanto o produzido a partir da cana tende a cair 1,5%, para 26,9 bilhões de litros.



