Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Escalas e exigências elevam disputa por babás de famílias ultrarricas

Agências relatam procura por profissionais multilíngues, com formação de elite e disponibilidade para viagens e jornadas extensas.

Escalas e exigências elevam disputa por babás de famílias ultrarricas

O mercado de cuidados infantis para famílias ultrarricas passou a reunir profissionais com formação acadêmica, domínio de vários idiomas e disponibilidade para viajar constantemente. Em alguns contratos, babás trabalham pelo menos 12 horas por dia durante sete dias e depois ficam uma semana de folga, com remuneração que pode chegar a US$ 200 mil por ano, equivalente a R$ 1 milhão.

A organização em escalas, comum em plataformas de petróleo, minas e navios porta-contêineres, ganhou espaço entre famílias que podem manter duas profissionais se alternando. Enquanto uma trabalha, a outra descansa, garantindo cobertura durante todos os dias do ano. O custo pode chegar a centenas de milhares de dólares.

Uma profissão com novas exigências

Anita Rogers, fundadora da British American Household Staffing (BAHS), afirma que vagas desse nível eram raras há cerca de uma década. A agência também recruta governantas, mordomos e chefs para famílias ricas. Rogers diz que, atualmente, os clientes aceitam pagar mais por profissionais que tenham estudado nas melhores academias, possuam diplomas de universidades de elite e falem vários idiomas.

A BAHS foi criada em 2012 e hoje tem 7 mil clientes, segundo Rogers. Entre as concorrentes estão a Adventure Nannies, fundada em 2007, e a Morgan & Mallet, de 2015. A Norland University of Early Childhood, instituição tradicional de formação, existe há mais de um século.

As tarefas básicas continuam sendo dar mamadeira, preparar refeições e levar as crianças ao parquinho. A diferença está na estrutura ao redor do trabalho. Em algumas casas, a babá integra uma equipe de 12 pessoas, em vez de ser a única funcionária responsável pelas crianças.

Viagens também fazem parte do perfil procurado. “Eles querem babás com experiência em iates e jatos particulares”, diz Rogers. Ela afirma que a riqueza e a rotina dessas famílias podem ser difíceis para quem nunca teve contato com esse ambiente.

Rotina de luxo e cobranças particulares

As exigências podem incluir tarefas incomuns. Uma profissional relata que precisava passar diariamente a roupa íntima de uma criança. Em outro emprego, o pai ficou irritado porque ela não buscou imediatamente uma escada para trocar uma lâmpada instalada a 5 metros de altura, enquanto cuidava dos filhos pequenos.

Antes da pandemia de covid-19, era comum que famílias contratassem uma babá para os dias úteis, outra para os fins de semana e uma terceira para as noites em que os pais saíam. A adoção das escalas reduziu a necessidade de improvisar coberturas e, para algumas profissionais, trouxe sete dias inteiros de folga.

Lauren Lomascolo trabalha há uma década como babá de famílias ricas. Ela diz que o modelo pode dificultar a conciliação com a vida pessoal e levanta dúvidas sobre como manter a profissão caso queira ter filhos. Ao mesmo tempo, deixar o setor significaria abrir mão da renda obtida com esse trabalho.

A profissão como entretenimento

O universo das babás de famílias ricas também chegou aos reality shows. Em junho, o Hulu exibiu “Million Dollar Nannies”, ambientado em Ibiza, com seis mulheres e dois homens em busca de empregos. Um dos participantes havia trabalhado como babá para Kourtney Kardashian.

A atração apresentou a rotina de famílias abastadas pelo ponto de vista de quem trabalha para elas. Nesse mercado, o apelo não está apenas na remuneração: a experiência inclui viagens, convivência com equipes numerosas e adaptação a padrões específicos de serviço.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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