Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Caged registra 165.827 novos empregos formais no Brasil em agosto

Saldo acumulado até agosto foi de 1.134.033 vagas, o menor para o período desde 2020, segundo o Ministério do Trabalho.

Caged registra 165.827 novos empregos formais no Brasil em agosto

O Brasil abriu 165.827 postos de trabalho com carteira assinada em agosto, informou o Ministério do Trabalho e Emprego com base nos dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). O resultado veio de 2.294.563 admissões e 2.128.736 desligamentos.

Esse foi o segundo menor saldo para agosto desde o início da série do Novo Caged, em 2020. O resultado ficou acima da mediana de 93.486 vagas da pesquisa Projeções Broadcast. Em julho, o saldo positivo havia sido de 55.915 postos. Em agosto de 2025, foram criadas 154.683 vagas.

Os cinco grandes setores econômicos registraram saldo positivo no mês. Serviços liderou, com 110.346 novos postos, seguido por construção, com 20.848; indústria, com 16.613; comércio, com 16.565; e agropecuária, com 1.452.

Entre as 27 Unidades da Federação, 24 tiveram aumento do emprego formal. São Paulo apresentou o maior saldo, com 42.533 vagas, seguido por Rio de Janeiro, com 20.886, e Pernambuco, com 13.428. Os resultados negativos foram registrados no Rio Grande do Sul, com -1.611, em Rondônia, com -923, e no Espírito Santo, com -287.

O salário médio real de admissão passou de R$ 2.411,48 em julho para R$ 2.410,74 em agosto, queda de R$ 0,74, equivalente a -0,03%. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, houve aumento de R$ 24,31, ou 1,02%.

De janeiro a agosto de 2026, o país acumulou 1.134.033 novos postos. O número representa queda de 25,2% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram criadas 1.516.881 vagas. Também é o menor saldo para o intervalo desde 2020, quando houve o fechamento de 1.075.273 postos formais.

No acumulado do ano, serviços somou 697.859 vagas; construção, 200.431; indústria, 170.442; agropecuária, 56.024; e comércio, 9.300. São Paulo liderou entre os estados, com 306.883 postos, seguido por Minas Gerais, com 123.176, e Rio de Janeiro, com 77.670.

O ministro do Trabalho e Emprego em exercício, Francisco Macena, afirmou que o resultado de agosto surpreendeu o mercado. Para ele, o emprego continua crescendo, mas em ritmo inferior ao de 2025 e ao esperado pelo governo. Macena citou juros altos, tarifaço e outras questões como fatores apontados mês a mês como freios para a atividade.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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