TOCANTINS — A estrutura do CRA do Grupo Munaretto prevê o acompanhamento da produção agrícola por meio das áreas produtivas, das condições do solo, do clima e do risco hídrico. O monitoramento também incluirá estimativas de produtividade baseadas em imagens de satélite.
O grupo, que cultiva cerca de 12 mil hectares de soja e milho no estado, fará uma emissão de R$ 35 milhões. A GCB, responsável pela estruturação, informou que os recursos terão dois destinos: a reorganização dos passivos e o reforço do capital de giro da atividade agrícola.
Liberação em etapas
A operação será liberada em duas etapas. A primeira, de até R$ 30 milhões, será usada para quitar dívidas. A medida permitirá liberar duas matrículas de propriedades rurais que servirão como garantia do CRA.
Depois do registro da alienação fiduciária dos imóveis, poderá ser liberada uma segunda tranche, de até R$ 5 milhões. Esse valor será direcionado ao capital de giro do grupo.
Além das garantias sobre as propriedades, a operação terá contratos de comercialização de soja e milho vinculados à estrutura. Victor Moura, diretor de DCM da GCB Investimentos, afirmou que a operação foi organizada para combinar a reorganização dos passivos com a manutenção de recursos para a continuidade da produção.
Remuneração e histórico
A pré-reserva começou em 16 de setembro, com remuneração prevista de CDI + 5,5% ao ano. No lançamento, nesta terça-feira (22/9), a taxa será de CDI + 5% ao ano. A partir de 23 de setembro, a remuneração prevista passará a ser de CDI + 4% ao ano.
A família Munaretto, originária de Joaçaba (SC), estabeleceu-se em Goiatins (TO) em 2009. Além das plantações de soja e milho, o grupo mantém 2.560 hectares de pastagem.
Na safra 2025/26, os dados apresentados à GCB indicam receita de R$ 73,8 milhões e lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) de R$ 38 milhões.



