Quarta-feira, 9 de setembro de 2026
O radar da região e do país
Economia

Tecnologia e operação pesam na escolha de locais para eventos empresariais

Internet, suporte técnico, acessibilidade e cláusulas do contrato estão entre os critérios para reduzir riscos na realização de eventos corporativos.

Tecnologia e operação pesam na escolha de locais para eventos empresariais
Foto: Shutterstock/Portal EdiCase

A escolha de um espaço para eventos corporativos envolve mais do que a disponibilidade de um salão. A capacidade da internet, o suporte para equipamentos, as condições de acesso e o que está incluído no contrato podem interferir na execução da programação e na experiência dos participantes.

Em São Paulo, foram realizados 1.511 eventos B2B de grande porte em 2025, crescimento de 22% em relação ao ano anterior. A atividade gerou impacto econômico estimado em R$ 14 bilhões, conforme o Barômetro da União Brasileira dos Promotores de Feiras (UBRAFE) e da São Paulo Turismo (SPTuris). Congressos, convenções empresariais, treinamentos e encontros executivos se concentram principalmente no segundo semestre, período que pode exigir planejamento antecipado.

João Paulo Ugioni, administrador de empresas e fundador da Altus Eventos, afirma que a decisão não deve ficar restrita ao preço ou à localização. “A estrutura tecnológica precisa ser dimensionada de acordo com a quantidade de participantes”, diz.

Infraestrutura para a programação

O primeiro ponto é verificar a capacidade da rede de internet. Eventos com muitos participantes podem reunir centenas de aparelhos conectados ao mesmo tempo, além de depender de transmissões, apresentações e ferramentas digitais. Por isso, a existência de Wi-Fi, isoladamente, não garante que o local atenda à demanda.

Também é necessário confirmar como será prestado o suporte técnico. Sistemas de áudio, iluminação, projeção e transmissão podem precisar de acompanhamento durante o encontro. A presença de profissionais responsáveis pela operação e pela resposta a falhas ajuda a evitar interrupções na programação.

A análise deve incluir ainda os acessos ao espaço. Localização, transporte, estacionamento, sinalização e áreas para embarque e desembarque afetam a chegada do público. O deslocamento e a circulação de fornecedores também precisam ser considerados quando houver montagem de cenários, equipamentos, mobiliário ou estruturas adicionais.

Outro critério é a possibilidade de reorganizar o ambiente. Uma sala preparada para palestra pode precisar receber uma dinâmica, uma reunião ou uma atividade de networking. Espaços com layouts adaptáveis permitem ajustar a configuração conforme as diferentes etapas do evento.

Conforto e transparência na contratação

Climatização, acústica, banheiros, acessibilidade, saídas de emergência e circulação devem ser observados antes da contratação. A duração da programação também influencia essa avaliação: um encontro de oito horas exige cuidados diferentes de uma reunião executiva mais curta.

No contrato, o organizador deve conferir quais equipamentos, profissionais e serviços estão incluídos no valor. Internet, limpeza, mobiliário, apoio técnico, estacionamento, montagem e desmontagem podem variar entre os fornecedores. Para Ugioni, “o contratante precisa saber exatamente o que será entregue”.

O atendimento oferecido pela equipe do espaço também faz parte da análise. Um profissional responsável pelo acompanhamento, respostas rápidas e apoio durante a montagem podem reduzir a sobrecarga dos organizadores. Para o público, esse trabalho aparece na fluidez da experiência, da chegada ao encerramento, enquanto falhas operacionais podem desviar a atenção do conteúdo do evento.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Assine nossa newsletterAs principais notícias do dia no seu e-mail.