Uma pesquisa patrocinada pela Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH) identificou que a atualização dos modelos de negócio está entre as principais preocupações de líderes corporativos no Brasil. O levantamento ouviu 178 executivos de empresas de diferentes setores, portes e estruturas de capital.
A possibilidade de os negócios perderem relevância diante das mudanças econômicas e tecnológicas aparece como uma questão central para 90% dos empresários. Em sentido oposto, apenas 10% consideram que o modelo de suas empresas está adequado ao novo contexto.
Participaram do estudo representantes das áreas industrial, financeira, de serviços, agropecuária, de tecnologia e varejo. O grupo reuniu executivos de companhias de capital aberto e fechado, familiares e multinacionais, pequenas e grandes.
Regras, juros e política fiscal
Além do risco de obsolescência, os líderes relataram preocupação com a instabilidade das regras e com os efeitos dos juros e da política fiscal. Esses fatores aparecem associados à ansiedade sobre o ambiente em que as empresas precisam tomar decisões e atualizar suas estratégias.
Os resultados foram apresentados no Fórum de Presidentes da ABRH, que contou com a presença de 78 CEOs. Nos debates realizados após a apresentação, a formação de talentos e de lideranças alinhadas à cultura de cada organização foi apontada como um caminho para enfrentar os desafios.
A análise também destacou a importância de manter princípios tradicionais da administração de empresas e de pessoas. A preparação interna das equipes foi considerada uma forma de fortalecer as organizações diante das transformações, em vez de depender apenas de respostas externas.
O levantamento indicou ainda a presença de uma geração de executivos com formação considerada adequada e envolvimento com a gestão de pessoas e os processos de inovação. A atualização permanente foi associada à busca por melhores resultados e à capacidade de competir no mercado.
Outra conclusão apresentada foi a percepção de que os executivos brasileiros mantêm criatividade e otimismo. A inquietação com o risco de ficar para trás foi descrita como parte do esforço para melhorar as empresas e preservar o legado deixado para as próximas gerações.



