Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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DIs recuam com inflação, cenário externo e disputa eleitoral no radar

Taxas dos contratos futuros de juros caem após dados do IPCA-15 e pesquisa Datafolha, enquanto petróleo e Treasuries avançam.

DIs recuam com inflação, cenário externo e disputa eleitoral no radar

As taxas dos contratos de Depósitos Interfinanceiros (DIs) operavam em baixa nesta manhã de sexta-feira, depois de avançarem nas duas sessões anteriores. O movimento ocorria em meio à queda do petróleo, à alta dos rendimentos dos Treasuries e à divulgação de dados sobre inflação e disputa eleitoral no Brasil.

Às 10h32, o DI para janeiro de 2028 era negociado a 13,645%, ante 13,667% no ajuste da sessão anterior, uma queda de 2 pontos-base. O contrato para janeiro de 2035 recuava 7 pontos-base, de 14,054% para 13,98%.

O petróleo Brent cedia nesta manhã, após disparar nos últimos dias, mas permanecia perto de US$105 o barril, em meio a preocupações relacionadas à guerra no Oriente Médio. Os rendimentos dos Treasuries de dez e 30 anos também subiam, aproximando-se de 5,20% e 5,50%, respectivamente.

No mercado brasileiro, os investidores avaliavam ainda os resultados mais recentes do Datafolha e do IPCA-15. A pesquisa divulgada na noite de quinta-feira mostrou Luiz Inácio Lula da Silva com 47% das intenções de voto em um eventual segundo turno contra Flávio Bolsonaro, que tinha 45%. Com margem de erro de 2 pontos percentuais, os dois aparecem tecnicamente empatados. Na semana passada, Lula registrava 46% e Flávio, 44%.

Inflação e Selic

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística informou que o IPCA-15 subiu 0,70% em setembro, após queda de 0,40% em agosto. Em 12 meses, o índice acumulou alta de 4,47% em setembro, contra 4,24% em agosto. As projeções de economistas eram de avanço de 0,53% no mês e de 4,30% em 12 meses.

A alta dos serviços passou de 0,07% em agosto para 0,59% em setembro. Já os serviços subjacentes recuaram de 0,50% para 0,28%, enquanto a inflação de serviços intensivos em mão de obra variou de 0,55% para 0,56%. A média dos núcleos de inflação calculados pelo Banco Central passou de 0,22% para 0,34%.

Para Flavio Serrano, economista-chefe do Bmg, o resultado não muda o cenário para a Selic, atualmente em 13,75%. Ele afirmou que um novo corte no início de novembro dependerá da dinâmica do boletim Focus, que projeta redução adicional de 25 pontos-base.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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