BRASÍLIA — A projeção mediana do mercado para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2026 recuou de 1,88% para 1,86%, segundo o relatório Focus. A estimativa estava em 1,92% um mês antes. Entre as 39 previsões atualizadas nos últimos cinco dias úteis, porém, o número permaneceu em 1,85%.
Para a inflação, o mercado elevou pela segunda semana consecutiva a expectativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2026. A mediana passou de 4,92% para 4,99%, ficando 0,49 ponto porcentual acima do centro da meta, de 4,50%. No grupo das 61 projeções mais recentes, a estimativa subiu de 4,97% para 5,08%.
O Banco Central trabalha com uma previsão de alta de 5,2% do IPCA em 2026 e de 3,9% em 2027. Esses números estão no comunicado da reunião de setembro do Comitê de Política Monetária (Copom). Para o primeiro trimestre de 2028, o colegiado estima inflação acumulada de 3,2% em 12 meses.
Desde 2025, a meta de inflação é acompanhada de forma contínua, considerando o resultado acumulado em 12 meses. O centro é de 3%, com margem de 1,5 ponto porcentual para cima ou para baixo. O Banco Central considera que o objetivo não foi cumprido quando a inflação permanece fora desse intervalo por seis meses seguidos.
Juros e atividade econômica
A previsão para a taxa Selic no fim de 2026 permaneceu em 13,50%. O mesmo resultado apareceu entre as 72 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis. Para o fim de 2027, a mediana ficou em 12,00% pela 15ª semana consecutiva; entre 71 projeções recentes, também não houve mudança.
Em 16 de setembro, o Copom cortou a Selic em 0,25 ponto porcentual, de 14,00% para 13,75% ao ano. Foi a quinta redução seguida. Desde março, quando começou o chamado ciclo de calibração da política monetária, a taxa acumulou queda de 1,25 ponto porcentual.
O mercado também reduziu a projeção de expansão do PIB para 2027, de 1,43% para 1,41%. Nas 39 estimativas mais recentes, a mediana ficou em 1,36%. Para 2028, a previsão caiu de 1,87% para 1,83%, enquanto a de 2029 permaneceu em 2,00% pela 80ª semana consecutiva. O Banco Central prevê crescimento de 1,8% em 2026, conforme o Relatório de Política Monetária do terceiro trimestre.
A expectativa para o IPCA de 2027 avançou de 4,30% para 4,31%; um mês antes, estava em 4,28%. Já as projeções para 2028 e 2029 permaneceram em 3,80% e 3,50%, respectivamente. A primeira está estável há nove semanas, e a segunda, há 56 semanas.
Câmbio
A mediana para o dólar no fim de 2026 continuou em R$ 5,20 pela 15ª semana seguida. No recorte das 44 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a projeção passou de R$ 5,16 para R$ 5,20.
Para 2027, a previsão ficou em R$ 5,28. A estimativa para 2028 permaneceu em R$ 5,30 pela décima semana consecutiva, enquanto a de 2029 caiu de R$ 5,36 para R$ 5,35. O Focus calcula a projeção anual pela média da cotação em dezembro, e não pelo valor do último dia útil de cada ano.



