Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Fazenda corta estimativa do IPCA de 2026 para 4,9%

Revisão considera inflação menor até julho, mas previsão ainda supera o teto de 4,5% da meta; projeção para 2027 subiu para 3,8%.

Fazenda corta estimativa do IPCA de 2026 para 4,9%

O Ministério da Fazenda reduziu de 5,1% para 4,9% a previsão para o IPCA de 2026. A estimativa, divulgada no Boletim Macrofiscal da Secretaria de Política Econômica (SPE) nesta terça-feira (22), permanece acima do teto da meta de inflação, fixado em 4,5%.

A revisão levou em conta os resultados acumulados até julho, que ficaram parcialmente abaixo do esperado anteriormente. A diferença foi mais expressiva nos preços da alimentação no domicílio e, em menor intensidade, nos serviços. A SPE também considerou a melhora das expectativas para a inflação de 2026, a manutenção da taxa Selic em nível contracionista durante o ano e a previsão de perda de ritmo da atividade econômica no segundo semestre de 2026.

O cenário ainda inclui fatores de pressão. A secretaria avaliou que o El Niño pode encarecer alimentos in natura neste ano, com impactos mais relevantes concentrados na safra de 2027. A intensificação do conflito no Oriente Médio, por sua vez, aumentou as incertezas sobre os efeitos do petróleo em outras cadeias produtivas. A cotação média projetada para o barril em 2026 passou de US$ 79,16, na grade de julho, para US$ 87,70, na de setembro — alta de cerca de 10,8%.

A projeção do IPCA não considera as medidas recentes de redução de tributos sobre combustíveis. Para a gasolina, PIS/Pasep e Cofins tiveram queda conjunta de R$ 0,63 por litro, em troca da subvenção de R$ 0,44 por litro. No etanol hidratado, as duas contribuições foram zeradas, o que representou redução tributária de R$ 0,19 por litro. Sem incluir a subvenção ao diesel, a Fazenda estima que essas medidas podem diminuir o IPCA em aproximadamente 0,15 ponto porcentual.

Para 2027, a previsão de inflação aumentou de 3,6% para 3,8%. A SPE associou a mudança à possibilidade de um El Niño mais intenso sobre a safra do próximo ano e ao risco de alta das carnes, diante da possível reversão do ciclo pecuário e da maior retenção de fêmeas.

O boletim também reduziu a projeção do INPC de 2026, de 5,3% para 5,1%, e elevou a de 2027, de 3,7% para 3,9%. Para o IGP-DI, a estimativa de 2026 caiu de 5,6% para 5,0%, enquanto a de 2027 ficou em 4,0%. Para 2028, 2029 e 2030, a previsão de inflação é de 3,0%.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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