BELO HORIZONTE — A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) prevê impacto limitado do El Niño sobre a produção de algodão na safra 2026/27. Apesar da expectativa de que o fenômeno climático tenha grande intensidade, a entidade estima que a área plantada no país cresça entre 8% e 10% nesta temporada.
A avaliação foi apresentada por Gustavo Viganó Piccoli, presidente da Abrapa, durante a abertura do 15º Congresso Brasileiro do Algodão, em Belo Horizonte. Segundo ele, as principais regiões produtoras da cultura não devem sofrer os efeitos mais intensos previstos para o clima.
“O algodão não gosta de muita chuva e isso deve acontecer no Sul do Brasil, onde praticamente não se planta algodão”, afirmou Piccoli. O cultivo está concentrado no Centro-Oeste e no Nordeste, regiões que, na avaliação da associação, devem ter menor impacto sobre a produção por causa das condições climáticas esperadas.
Recursos para enfrentar o fenômeno
O ministro da Agricultura, André de Paula, informou que o governo federal prevê R$ 1,3 bilhão para ações de contingenciamento relacionadas ao El Niño em diferentes setores. Os recursos devem abranger medidas ligadas à agricultura, à saúde e à defesa civil.
De Paula também afirmou que o presidente Lula deve sancionar até o dia 29 o Projeto de Lei 2951/2024, que cria o marco legal do seguro rural no país. Entre as medidas previstas está a proibição do contingenciamento de recursos, uma reivindicação antiga do setor, segundo o ministro.



