Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Abrapa apresenta aos presidenciáveis propostas para o algodão entre 2027 e 2030

Documento defende políticas para fibras naturais, inovação, financiamento, logística e maior competitividade da cotonicultura brasileira.

Abrapa apresenta aos presidenciáveis propostas para o algodão entre 2027 e 2030

Produtores brasileiros de algodão apresentaram aos candidatos à Presidência, no dia 21, uma agenda de prioridades para o ciclo 2027-2030. Elaborado pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), o documento propõe uma política nacional de valorização das fibras naturais e medidas para ampliar a competitividade da cotonicultura.

Intitulada “Carta Aberta aos Presidenciáveis – A visão do setor da cotonicultura brasileira para os próximos 4 anos”, a proposta defende que a cadeia do algodão seja reconhecida como ativo estratégico para o desenvolvimento do País. A entidade pede que a competitividade do setor seja tratada como política de Estado, com articulação entre produção, indústria, comércio exterior, inovação, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

Entre as medidas apresentadas estão incentivos à inovação e à indústria têxtil nacional, compras públicas sustentáveis, desenvolvimento de materiais de base biológica e ações para conscientizar sobre os benefícios das fibras naturais. A Abrapa também propõe políticas para novas aplicações e para melhorar o desempenho e a usabilidade dessas fibras, inclusive em combinações com outras matérias-primas.

O documento inclui a defesa de pesquisas sobre possíveis impactos das fibras sintéticas e dos microplásticos na saúde e no meio ambiente. A associação afirma que a valorização das fibras naturais continuará entre suas prioridades institucionais na próxima legislatura, no Congresso Nacional, no governo federal e nos ministérios relacionados ao tema.

A agenda ainda aborda fertilizantes, bioinsumos, segurança jurídica, estabilidade regulatória, reforma tributária, abertura comercial, infraestrutura, logística e modernização da política agrícola. A Abrapa considera a dependência de fertilizantes importados uma vulnerabilidade diante de oscilações cambiais, tensões geopolíticas e restrições nas cadeias globais de suprimentos. A entidade também defende a conclusão da regulamentação da lei dos bioinsumos.

Nas áreas de financiamento e comércio exterior, as propostas incluem ampliar o seguro rural, facilitar o acesso do setor agropecuário ao mercado de capitais, criar novas fontes de recursos e acelerar negociações comerciais. A associação também pede maior atuação diplomática e sanitária contra barreiras tarifárias e não tarifárias, além da diversificação dos destinos do algodão brasileiro.

O presidente da Abrapa, Gustavo Piccoli, disse que o Brasil conquistou protagonismo no algodão mundial e que o setor precisa de segurança para investir, produzir e competir. As 11 associações estaduais participaram da elaboração. A entidade representa produtores responsáveis por 99% da área plantada, 99% da produção nacional e 100% das exportações brasileiras da fibra.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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