Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Dólar fecha em alta após petróleo avançar e chegar perto de US$ 110

Moeda americana encerrou o pregão a R$ 5,1479, enquanto o Brent subiu 1,02% em meio à aversão a risco internacional.

Dólar fecha em alta após petróleo avançar e chegar perto de US$ 110

O dólar encerrou a segunda-feira (14) em alta de 0,44%, cotado a R$ 5,1479. Durante a manhã, a moeda americana chegou a R$ 5,1830, em um ambiente de maior aversão a risco nos mercados internacionais, associado à disparada dos preços do petróleo.

A valorização perdeu força à tarde, acompanhando a moderação do avanço do petróleo. Declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre possíveis acordos relacionados a conflitos que afetam a oferta da commodity também reduziram parte da pressão. Trump afirmou que o Irã estaria disposto a fechar um acordo e que Ucrânia e Rússia teriam concordado em suspender ataques contra a infraestrutura energética dos dois países. O Irã, porém, refutou a declaração sobre as negociações.

O contrato do Brent para novembro chegou a US$ 109,80 durante a manhã e fechou a US$ 105,68, com alta de 1,02%. Os ganhos acumulados são superiores a 15% no mês e chegam a cerca de 75% no ano.

Juros e cenário eleitoral

Cristiane Quartaroli, economista-chefe do Ouribank, afirmou que a alta do petróleo para perto de US$ 110 ampliou a aversão ao risco e a preocupação com a inflação nos Estados Unidos, em uma semana de decisão do Federal Reserve. Guilherme Casagrande, especialista em câmbio da Manchester Investimentos, avaliou que as declarações de Trump trouxeram alívio parcial ao mercado.

Mesmo com dois pregões consecutivos de alta, o dólar acumula queda de 0,62% frente ao real em setembro, depois de avançar 2,16% em agosto. A pesquisa Quaest divulgada na segunda-feira mostrou Flávio Bolsonaro com 42% das intenções de voto em uma simulação de segundo turno, contra 40% de Luiz Inácio Lula da Silva. Na sexta-feira (11), o Datafolha havia apontado Lula com 46% e Flávio com 44%.

A expectativa para a chamada superquarta é de alta de 0,25 ponto porcentual nos juros pelo Fed e de novo corte de 0,25 ponto na taxa básica doméstica. Bank of America e HSBC revisaram suas projeções para a Selic no fim do ano e passaram a prever a continuidade do ciclo de calibração nos meses seguintes.

No exterior, o índice DXY chegou a 99,736 pontos pela manhã e marcava 99,500 pontos por volta das 17h, com alta de 0,39%. A taxa da T-note de 10 anos tocou 5% antes de recuar para perto de 4,98%. O banco ING avalia que a reação do dólar à decisão do Fed na quarta-feira (16) pode ser limitada, embora o mercado continue sensível aos juros de curto prazo e aos preços de energia.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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