As exportações brasileiras de algodão atingiram 106,3 mil toneladas em agosto, alta de 37,3% em relação ao mesmo mês de 2025. A receita cambial chegou a US$ 179,7 milhões, crescimento de 45,5%. O preço médio foi de US$ 1,70 por quilo, na modalidade FOB, avanço de 6% na comparação anual.
Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), e compilados pela Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea). De janeiro a agosto, os embarques brasileiros somaram cerca de 2 milhões de toneladas, volume mais de 22% acima do registrado no mesmo período de 2025.
Em agosto, o algodão representou 0,54% de todas as exportações brasileiras e ficou na 29ª posição entre os produtos vendidos pelo país. Considerando apenas o setor agropecuário, a participação foi de 2,43%, o que colocou o produto na quinta posição.
Destinos dos embarques
A Índia liderou as compras em agosto, com 25,9% de participação nos embarques. Paquistão, Bangladesh, Vietnã e Turquia vieram em seguida, com 16,5%, 14%, 13,3% e 11%, respectivamente.
O presidente da Anea, Dawid Wajs, afirmou que a diversificação dos destinos reduz a dependência de mercados específicos e aumenta a resiliência das exportações. Para ele, a oferta, a qualidade da fibra e a capacidade de atender compradores com perfis distintos sustentam a expansão brasileira no mercado internacional.
Wajs também declarou que o resultado demonstra a capacidade do Brasil de ampliar sua participação no abastecimento da indústria têxtil mundial. Entre os desafios citados por ele estão a abertura de novos mercados, o fortalecimento de relações comerciais de longo prazo e a criação de condições para escoar uma produção crescente.



