Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Fretes de grãos têm alta anual, com diferenças entre as rotas em agosto

Boletim da Conab mostra recuos mensais em alguns corredores, mas demanda por soja, milho, café e sorgo sustentou tarifas em várias regiões.

Fretes de grãos têm alta anual, com diferenças entre as rotas em agosto

Os fretes agrícolas apresentaram resultados diferentes entre as principais rotas de grãos em agosto, mas continuaram acima dos níveis registrados no mesmo período de 2025. Os dados fazem parte do Boletim Logístico da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado nesta quarta-feira (30).

A movimentação foi influenciada pela demanda interna por cereais usados na alimentação animal e na produção de combustíveis, principalmente no Centro-Oeste. A Conab também associou o ritmo dos embarques em 2026 ao aumento da procura internacional por soja. Entre janeiro e agosto, as exportações do produto chegaram a 92,7 milhões de toneladas, alta de 7% ante os oito primeiros meses de 2025.

No caso do milho, foram embarcadas 14,5 milhões de toneladas, queda de 7,9% na comparação anual. O cenário ocorreu enquanto o cereal registrava valorização nos mercados interno e internacional.

Em Goiás, a maior parte dos trajetos teve aumento nos fretes, influenciado pelo transporte de sorgo para Minas Gerais, sobretudo no fim de agosto. A procura de fabricantes de ração favoreceu percursos de média e curta distância, com reajustes de até 22,9%.

Mato Grosso apresentou predominância de taxas negativas, mas os valores permaneceram firmes para a época. A demanda por milho destinado à alimentação animal e aos combustíveis ajudou a sustentar os preços. Em Mato Grosso do Sul, houve alternância entre retração e estabilidade. No Distrito Federal, todos os corredores monitorados tiveram queda mensal, embora ainda superassem os valores de um ano antes.

Variações por estado e nos portos

Na Bahia, quase todas as rotas registraram alta, de até 4,8%. No Piauí, as oscilações ficaram entre queda de 9,10% e avanço de 5,6%. Maranhão teve redução na movimentação agrícola e nos fretes depois da concentração do transporte de soja no primeiro semestre.

Em Minas Gerais, a colheita do café elevou os fretes em até 36,2%, principalmente em trajetos com destino ao sul do estado. São Paulo variou de baixa de 6,7% a alta de 5,7%, enquanto o Paraná teve aumento discreto no transporte de feijão.

Entre janeiro e agosto de 2026, o Arco Norte concentrou 48,98% das exportações de milho, e Santos respondeu por 27,08%. Na soja, as participações foram de 38,85% e 34,42%, respectivamente. Santos liderou os embarques de farelo de soja, com 44,02%. As importações de fertilizantes somaram 25,38 milhões de toneladas, 13,7% abaixo do resultado dos oito primeiros meses de 2025.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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