Terça-feira, 8 de setembro de 2026
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Jetten associa fertilizantes e indústria ao avanço do acordo entre UE e Mercosul

Primeiro-ministro holandês afirma que a parceria pode ampliar a produção de alimentos e reduzir a dependência europeia de insumos externos.

Jetten associa fertilizantes e indústria ao avanço do acordo entre UE e Mercosul

A dependência europeia de insumos produzidos em outros países reforça, na avaliação do primeiro-ministro da Holanda, Rob Jetten, a necessidade de ampliar a indústria do continente e aprovar o acordo entre a União Europeia e o Mercosul. Ele relacionou o tema às guerras na Ucrânia e no Irã e defendeu maior cooperação com países latino-americanos.

Jetten afirmou que Holanda, Noruega e nações da América Latina podem ampliar a produção de fertilizantes e contribuir para um sistema alimentar sustentável, sem dependência de regimes com os quais não há alinhamento. Para ele, essa articulação envolve tanto a economia quanto a autonomia estratégica europeia.

O primeiro-ministro citou como exemplo o investimento recente da empresa norueguesa Yara em uma planta de captura e armazenamento de carbono, conhecida pela sigla CCS, em Sluiskil, no sul da Holanda. A instalação foi apresentada como uma iniciativa voltada a setores de emissões difíceis de reduzir, com potencial para combinar ação climática, competitividade, empregos e produção responsável de alimentos.

Durante a inauguração da planta, Jetten disse que a indústria europeia precisa competir com Estados Unidos e China em um ambiente que classificou como marcado por regras desleais. Em entrevista a jornalistas brasileiros, ele também apontou uma concorrência desleal envolvendo a China e as regulações comerciais imprevisíveis dos Estados Unidos.

Nesse cenário, o holandês defendeu o avanço da aprovação do acordo entre a União Europeia e o Mercosul. “O acordo do Mercosul é extremamente importante pra nós”, declarou. Segundo Jetten, a parceria pode aproximar os países latino-americanos e impulsionar o comércio em benefício das populações envolvidas.

Ele também afirmou que Brasil e União Europeia têm condições de formar uma potência na produção de alimentos, tanto para abastecer suas próprias populações quanto para exportar ao restante do mundo. “Isso é importante não só para a economia, mas também como autonomia estratégica”, acrescentou.

A entrevista foi concedida durante a viagem de uma jornalista a convite da Yara.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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