Os contratos futuros de minério de ferro recuaram nesta segunda-feira, atingindo os menores níveis desde 21 de agosto. O movimento ocorreu em meio à queda acentuada da rentabilidade das siderúrgicas, que reduziu as perspectivas de demanda pela matéria-prima usada na produção de aço.
Na Bolsa de Mercadorias de Dalian, na China, o contrato mais negociado, com vencimento em janeiro, caiu 1,6%, para 708,5 iuanes (US$105,64) por tonelada. Em Cingapura, a referência para outubro recuava perto de 1%, cotada a US$95,65 por tonelada.
Dados da consultoria Mysteel mostram que a lucratividade das siderúrgicas diminuiu 22,51 pontos percentuais em uma semana, para 7,79%. A taxa de utilização da capacidade dos altos-fornos de 247 siderúrgicas pesquisadas também caiu, para 88,73%, uma redução de 0,19 ponto percentual na comparação semanal.
Analistas da Everbright Futures afirmaram que os prejuízos das empresas do setor aumentaram de forma significativa e alcançaram uma mínima histórica em magnitude. A Galaxy Futures avaliou que a demanda chinesa por aço perdeu força no terceiro trimestre, com nova retração do consumo ligado à construção e do investimento em ativos fixos em julho.
A demanda internacional permaneceu resiliente, mas apresentou sinais de recuperação atrasada. Para os usuários finais na China, os analistas consideram improvável uma melhora significativa em setembro, o que mantém uma perspectiva de baixa para os preços do minério.
Estoques nos portos
A redução contínua dos estoques nos portos chineses limitou as perdas. Conforme a Steelhome, os estoques nos principais portos caíram 0,88% na semana, para 151,29 milhões de toneladas.
Ao mesmo tempo, os estoques de minério importado pelas siderúrgicas cresceram 1,41 milhão de toneladas, para 90,44 milhões de toneladas. Segundo a Mysteel, esse aumento indica sinais iniciais de reposição, apesar da queda registrada nos portos.



