Os preços do minério de ferro recuaram nesta quarta-feira, depois de quatro pregões consecutivos de alta. A pressão veio de sinais de enfraquecimento da demanda na China, onde algumas siderúrgicas reduziram a produção devido à contração das margens, e do aumento das importações da commodity.
Na Bolsa de Commodities de Dalian (DCE), o contrato mais negociado fechou o pregão diurno com baixa de 0,27%, a 738 iuanes (US$110,03) por tonelada. Na terça-feira, o contrato havia alcançado 745 iuanes, maior cotação em seis semanas.
Em Cingapura, a referência para outubro recuava 0,91%, para US$100,1 por tonelada, após atingir no dia anterior o maior nível em 12 semanas.
Quatro produtores de aço para construção de Sichuan, no sudoeste da China, planejam cortar a produção em até 680 mil toneladas entre setembro e dezembro. A informação foi divulgada em nota por analistas da consultoria Mysteel, que avaliaram que a medida busca equilibrar oferta e demanda.
Embora os cortes previstos sejam limitados, eles ampliaram a preocupação de que a demanda fraca e as margens menores levem outras usinas a reduzir a produção. Esse movimento diminuiria o consumo de minério de ferro.
As importações acima do esperado em agosto também pressionaram as cotações. Vários tufões haviam atrasado o desembaraço aduaneiro em julho, contribuindo para a concentração dos desembaraços no mês seguinte.
Analistas da corretora First Futures afirmaram que “um excesso de oferta manteria os preços do minério sob pressão no médio prazo”. A avaliação considera que a recuperação recente foi impulsionada, em parte, pela expectativa de reposição de estoques antes dos feriados.



