Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Nubank amplia uso de IA e aposta em produtividade sem demissões

David Vélez diz que a inteligência artificial exige adaptação profissional e pode ampliar o acesso à tecnologia na América Latina.

Nubank amplia uso de IA e aposta em produtividade sem demissões
Foto: Divulgação/Vale do Silício @Brasil/Estadão

David Vélez, fundador, CEO e presidente do conselho do Nubank, afirmou que a inteligência artificial deve transformar o trabalho sem necessariamente reduzir o número de empregos. Para ele, o principal desafio é a adaptação dos profissionais ao uso da tecnologia. “A IA não vai tirar seu emprego, mas alguém usando IA vai”, disse durante uma palestra mediada por Fabio Coelho, CEO do Google Brasil, no evento Vale do Silício @Brasil, realizado na Fiesp.

O executivo avalia que a revolução da inteligência artificial será cerca de dez vezes mais rápida que a dos smartphones. A velocidade, segundo ele, é favorecida pelo fato de os celulares já estarem nas mãos de todos, o que aumenta o custo da demora para empresas tradicionais.

Adoção no Nubank

Vélez disse que o Nubank decidiu usar os ganhos de produtividade para ampliar sua atuação com o mesmo número de funcionários, em vez de realizar demissões por causa da tecnologia. Depois de enfrentar ceticismo inicial, principalmente entre as equipes técnicas, a adoção interna de inteligência artificial passou de 25% para 98% da organização, em todas as funções.

A instituição trabalha para tornar 100% da equipe fluente em IA e oferece limites ilimitados de tokens para que os funcionários aprendam a utilizar a tecnologia. Na avaliação de Vélez, a ferramenta também ajuda a reduzir a escassez de talentos técnicos na América Latina, ao facilitar o acesso ao desenvolvimento tecnológico para pessoas que não sabem programar ou criar softwares.

Com esse uso, o Nubank criou o NuFormer, modelo voltado para a análise de crédito. A ferramenta foi desenvolvida com uma base de dados de 13 anos, formada por 140 milhões de clientes e mais de 30 mil variáveis. A área continua sendo um desafio para a instituição: nos resultados do segundo trimestre, a inadimplência acima de 90 dias ficou em 6,9%, enquanto o atraso entre 15 e 90 dias foi de 4,8%.

Pagamentos internacionais

Vélez também afirmou que a América Latina precisa concentrar mais esforços na solução de problemas do que nas reclamações. Ele relacionou o surgimento do Nubank à intenção de mudar o setor bancário e à redução dos custos para criar uma empresa proporcionada pela computação em nuvem.

Ao falar sobre pagamentos internacionais, o executivo comparou o momento atual ao mercado brasileiro do passado, quando uma transferência bancária podia custar R$ 30. Como o Nubank atua no México, no Brasil e na Colômbia, ele vê uma oportunidade de criar uma rede que conecte os dois lados dos fluxos de recursos entre os Estados Unidos e a América Latina. “Tem uma grande oportunidade nos pagamentos globais. O maior PIB latino do mundo não é o Brasil, mas os EUA”, afirmou.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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