A Petrobras não pretende ampliar sua participação na Braskem nem fazer um aporte de recursos que possa levar à estatização da petroquímica, afirmou a presidente da estatal, Magda Chambriard. A Petrobras detém 47,03% do capital votante da empresa, cujo Conselho de Administração se reúne nesta sexta-feira, 25.
“Ampliar nossa participação não está no nosso horizonte”, disse Magda. Segundo ela, a Petrobras atua na gestão da operação da Braskem, enquanto o IG4 responde pela gestão corporativa e financeira.
Diesel e produção de petróleo
A presidente também informou que a Petrobras já contratou uma carga de diesel para outubro. A companhia amplia a produção interna por meio do aumento da capacidade das refinarias e da alteração dos processos para produzir mais combustíveis nobres, entre eles o diesel.
A estatal também compra o combustível de outros mercados, como a Índia. Magda afirmou que mantém uma conversa com refinadores indianos e avaliou que talvez não seja necessário importar diesel em novembro. Sobre uma possível suspensão das exportações norte-americanas, declarou que “A Casa Branca hoje já desmentiu isso” e disse não acreditar que a medida será adotada.
Na produção de petróleo, a Petrobras está próxima de atingir 3 milhões de barris por dia no cálculo pro rata, que considera a participação da empresa em projetos com petroleiras parceiras. A companhia já alcançou 2,92 milhões de barris por dia nessa modalidade.
Magda afirmou que a otimização de plataformas FPSO contribui para o avanço. Com unidades já existentes, a Petrobras ampliou a capacidade em 260 mil barris por dia. Nas próximas cinco plataformas em construção em Singapura, a empresa pretende repetir esse ganho. Apenas com o aumento de capacidade das FPSOs, o acréscimo pode chegar a 520 mil barris por dia, com economia de capex estimada entre US$ 10 bilhões e US$ 12 bilhões.
A executiva disse ainda que a empresa precisa manter o ritmo de exploração, mesmo com o foco em eficiência e otimização.



