Um estudo indica que a relação entre hipertensão arterial e demência pode variar conforme o grau de fragilidade física dos idosos. A fragilidade envolve perda de força, lentidão, cansaço, pouca atividade física e emagrecimento involuntário.
A pesquisa avaliou 6.135 pessoas, com idade média de 75 anos, acompanhadas durante aproximadamente nove anos. A ocorrência de demência foi registrada em 30% dos participantes frágeis ou pré-frágeis, ante 16% entre os considerados robustos.
Entre os idosos frágeis, a pressão arterial elevada apareceu associada a um risco 32% menor de demência em comparação com níveis considerados normais. No grupo robusto, a hipertensão esteve relacionada a um risco 39% maior.
Os autores ressaltam que os resultados não indicam que a pressão alta tenha efeito protetor nem justificam a interrupção de medicamentos. Em pessoas frágeis, níveis mais baixos de pressão podem estar relacionados a doenças, perda de peso, insuficiência circulatória ou alterações já presentes durante o declínio cognitivo.
A conclusão é que as metas de pressão arterial devem ser definidas individualmente para idosos, levando em conta fragilidade, quedas, sintomas, doenças associadas e capacidade funcional. O estudo foi publicado na revista Neurology e tem DOI 10.1212/WNL.0000000000218127. A data informada é 24 de setembro de 2026.



