JAPÃO — O Banco do Japão anunciou aumento da taxa de juros para 1,25%, o maior nível em 31 anos, poucas horas depois da divulgação dos dados de inflação de agosto. Os números mostram que o núcleo dos preços ao consumidor ficou abaixo da meta de 2% pelo oitavo mês consecutivo.
O índice que retira os preços voláteis de alimentos frescos e mantém os custos com combustíveis avançou 1,7% em agosto, na comparação anual. O resultado veio abaixo da expectativa de alta de 1,8% e também do crescimento de 1,8% registrado em julho.
Indicador ligado à demanda
O Banco do Japão acompanha de perto uma medida que exclui tanto os alimentos frescos quanto os combustíveis. Esse indicador, considerado mais preciso para avaliar as pressões de preços impulsionadas pela demanda, subiu 1,9% em agosto, na base anual.
A permanência do núcleo abaixo da meta foi associada aos subsídios do governo para conter as contas de serviços públicos. Essas medidas compensaram aumentos observados em uma ampla variedade de bens.
Ao mesmo tempo, os custos dos combustíveis subiram em razão do conflito no Oriente Médio. A desvalorização do iene também encareceu as importações. Esses fatores ampliaram a pressão sobre os preços da economia e levaram o banco central a alertar para o risco de a inflação superar a meta de 2%.



