Belo Horizonte, Sexta-feira, 2 de outubro de 2026
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Soja tem poucos negócios no Brasil e preços oscilam até R$ 1 por saca

Mercado físico ficou estável, enquanto Chicago recuou e a comercialização da safra 2025/26 chegou a 92,3% da produção projetada.

Soja tem poucos negócios no Brasil e preços oscilam até R$ 1 por saca

O mercado brasileiro de soja teve uma sessão de poucas mudanças nesta sexta-feira (2), com oscilações pontuais entre R$ 0,50 e R$ 1,00 por saca no mercado físico. A semana também foi marcada pelo ritmo fraco de negócios, com produtores mais voltados ao plantio e compradores menos agressivos.

Rafael Silveira, analista da Safras & Mercado, afirmou que o mercado permanece calmo e com grande distância entre as indicações de compra e venda. Na Bolsa de Chicago e no dólar, as variações foram limitadas, enquanto os prêmios permaneceram estáveis.

Entre as principais praças brasileiras, Passo Fundo (RS) recuou de R$ 153,00 para R$ 152,50 por saca, e Santa Rosa (RS) caiu de R$ 154,00 para R$ 153,50. Rio Grande (RS) teve baixa de R$ 162,00 para R$ 161,50.

Em Rio Verde (GO), a cotação subiu de R$ 146,00 para R$ 147,00. Cascavel (PR) permaneceu em R$ 149,00; Rondonópolis (MT) e Dourados (MS), em R$ 147,00; e Paranaguá (PR), em R$ 160,00.

Comercialização da safra

A comercialização da safra 2025/26 de soja do Brasil alcançou 92,3% da produção projetada, conforme dados da Safras & Mercado coletados até 2 de outubro. No levantamento anterior, de 4 de setembro, o índice era de 88,7%. No mesmo período do ano passado, a negociação correspondia a 89,4%, enquanto a média de cinco anos era de 90,5%.

Considerando uma produção estimada em 178,341 milhões de toneladas, o volume negociado chegou a 164,620 milhões de toneladas. Para uma safra projetada em 180,089 milhões de toneladas, a comercialização antecipada estava em 32,9%, equivalente a 59,206 milhões de toneladas. O percentual era de 23,0% no mesmo período do ano passado e de 25,3% na média do período. Em 4 de setembro, o comprometimento indicado era de 29,1%.

Chicago e câmbio

Os contratos futuros da soja fecharam em baixa na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), pressionados pelo clima favorável à colheita nos Estados Unidos e pela ausência de novas vendas de soja norte-americana para a China. Na semana, a posição novembro/26 acumulou queda de 3,14%.

Os contratos com entrega em novembro de 2026 fecharam a US$ 12,78 1/4 por bushel, baixa de 5,75 centavos de dólar por bushel ou 0,44%. A posição janeiro de 2027 terminou em US$ 12,94 1/2 por bushel, recuo de 6,25 centavos ou 0,44%.

O farelo para dezembro de 2026 caiu US$ 5,80 por tonelada, ou 1,64%, para US$ 347,50 por tonelada. O óleo com vencimento em dezembro de 2026 recuou 1,24 centavo, ou 1,84%, para 68,62 centavos de dólar por libra-peso.

O dólar comercial encerrou o dia com baixa de 0,13%, a R$ 5,2166 para venda e R$ 5,2146 para compra. A moeda variou entre R$ 5,1956 e R$ 5,2391 e acumulou alta de 0,61% na semana.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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