Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Campanha de apostas com Sydney Sweeney provoca reação de atletas

Propaganda com a atriz nua e objetos esportivos levou atletas olímpicas a protestarem contra a sexualização do esporte feminino.

Campanha de apostas com Sydney Sweeney provoca reação de atletas

Uma campanha publicitária da plataforma de apostas esportivas Novig, dos Estados Unidos, provocou críticas de atletas após mostrar a atriz Sydney Sweeney nua, acompanhada de objetos ligados a diferentes modalidades. A propaganda tem conotação sexual e foi contestada por esportistas olímpicas.

Sweeney é o rosto da campanha, acionista e também descrita como parceira estratégica da Novig. Em resposta às críticas, a atriz publicou nas redes sociais imagens de capas de revistas nas quais atletas apareciam nuas.

A reação foi organizada inicialmente pela ginasta americana Gracie Kramer. A iniciativa incentiva mulheres do esporte a divulgarem registros reais de seus corpos e de sua prática esportiva. O lema da campanha é: “Isso é como uma mulher no esporte realmente se parece”. Outras atletas e mulheres que acompanham esportes também aderiram à mobilização.

Reações de atletas

A nadadora Ariarne Titmus, campeã olímpica, afirmou que ficou com raiva ao ver a propaganda e classificou a peça como sexista. Em uma publicação, ela disse que a campanha representa um tapa na cara de mulheres que dedicaram a vida ao esporte e criticou a sexualização das modalidades femininas.

A velocista britânica Amy Hunt também demonstrou indignação após terminar em quarto lugar na prova de 200m do Mundial de Atletismo, em Budapeste. “Músculos, trabalho duro, sangue suor e lágrimas”, escreveu a atleta ao defender uma representação menos glamourosa e sexualizada das mulheres no esporte.

A medalhista olímpica Tilly Kearns participou da campanha com a publicação de imagens reais de mulheres em atividades esportivas. Já a campeã mundial de boxe Skye Nicolson afirmou que há diferença entre uma atleta ser considerada sexy por praticar esporte e o uso do sexo para vender o esporte.

Nicolson também ressaltou que não há problema em uma atleta ser bonita ou abraçar a própria feminilidade, desde que isso não substitua o reconhecimento de sua capacidade esportiva.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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