Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
O radar da região e do país
Esportes

Corinthians vota reforma do estatuto com regra que pode permitir reeleição

Associados decidem sobre 11 mudanças, incluindo voto para sócio-torcedor e candidatura de Osmar Stábile à presidência.

Corinthians vota reforma do estatuto com regra que pode permitir reeleição

Associados do Corinthians votam neste sábado, 19, uma proposta de reforma do estatuto do clube. A Assembleia Geral Extraordinária será realizada das 9h às 17h, na sede social do Parque São Jorge, na zona leste da capital.

A pauta reúne 11 temas. Os participantes poderão aprovar, rejeitar ou se abster em cada item, incluindo a possibilidade de conceder direito de voto aos integrantes do programa Fiel Torcedor e a definição de regras para períodos de interinidade, vacância e transição.

Regra para a presidência

A reforma pode influenciar a situação de Osmar Stábile, que assumiu a presidência em maio de 2025, após o impeachment de Augusto Melo, e foi aclamado para cumprir um mandato-tampão em agosto. Stábile considera legítima uma eventual reeleição, mas a interpretação do estatuto ainda gera divergências.

O parágrafo 2º do artigo 103 impede a reeleição para a presidência. Já o parágrafo 4º permite que um dirigente que assuma o cargo depois de uma vacância dispute a eleição seguinte se tiver permanecido na função por até 18 meses. A dúvida é se esse prazo inclui o período de interinidade ou começa somente após a posse definitiva.

O texto da reforma, finalizado no fim de fevereiro deste ano, estabelece no artigo 67-A um limite de 12 meses antes da nova eleição. Uma regra transitória, no artigo 142-C, afirma que essa restrição não vale para vacâncias ocorridas antes da aprovação do novo estatuto. Na prática, a previsão pode abrir caminho para a candidatura de Stábile.

Entre os demais pontos estão a adoção de eleições em dois turnos, a redução do Conselho Deliberativo para 200 membros, a possibilidade de cada associado votar em até cinco candidatos ao órgão e a redução da carência para votar para três anos. Também serão analisadas mudanças no Conselho de Ética, no Conselho de Orientação, na transparência financeira e no orçamento do Conselho Deliberativo.

Disputa judicial

Em abril deste ano, o texto-base da reforma foi rejeitado por 93 votos a 60. Depois, os pontos foram submetidos a votações individuais, aprovadas por 79 votos a 57.

Conselheiros da oposição, entre eles Ademir de Carvalho Benedito, Alexandre Husni e Guilherme Strenger, recorreram à Justiça. Eles alegaram que a votação separada contrariava o regimento do clube.

Em 11 de setembro, o juiz Rafael Viotti Schlobach, da 3ª Vara Cível do Tatuapé, validou o procedimento e manteve a autorização para a Assembleia. O magistrado proibiu a presidência e a mesa diretora do Conselho Deliberativo de alterar, acrescentar ou modificar o texto das propostas e das cédulas de votação apresentados aos sócios.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Assine nossa newsletterAs principais notícias do dia no seu e-mail.