A ONG britânica FairSquare apresentou uma denúncia contra Gianni Infantino à Fifa e pediu que o dirigente seja investigado por supostas violações de regras de neutralidade política. A organização também defende que ele seja considerado inelegível para disputar um novo mandato à frente da entidade.
A reclamação reúne oito episódios relacionados à proximidade entre Infantino e Donald Trump, presidente dos Estados Unidos. Entre os casos citados está a entrega do Prêmio da Paz da Fifa ao norte-americano, em dezembro de 2025. Para a FairSquare, o dirigente teria usado de forma indevida poderes associados ao cargo.
Relação com Trump e disputa eleitoral
A iniciativa ocorre depois de uma reclamação semelhante apresentada pela ONG ao Comitê de Ética do Comitê Olímpico Internacional. O pedido foi rejeitado em julho, mas a organização voltou a questionar a conduta de Infantino e agora direcionou a acusação à própria entidade responsável pelo futebol mundial.
O atual mandato de Infantino começou em 26 de fevereiro de 2026 e vai até março de 2027. Mesmo com o período ainda em andamento, ele já declarou publicamente a intenção de concorrer à reeleição. Até agora, é o único nome que manifestou interesse na disputa.
A candidatura, porém, enfrenta questionamentos. A Federação Belga afirmou que não apoiará Infantino sem receber respostas sobre temas ligados à transparência e à governança. A nova denúncia acrescenta à discussão a neutralidade política da Fifa e a relação do dirigente com Trump.
A FairSquare busca uma avaliação dos episódios apresentados e a eventual inelegibilidade de Infantino. O caso ocorre durante as movimentações para as próximas eleições da entidade e amplia a pressão por esclarecimentos sobre a atuação do mandatário antes dos próximos passos eleitorais.



