A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro do atogepanto, medicamento desenvolvido pela AbbVie e comercializado como Aquipta. O comprimido de uso diário é indicado para a prevenção de crises de enxaqueca em adultos que tenham pelo menos quatro episódios por mês.
A aprovação amplia as opções de tratamento para pessoas com formas episódicas ou crônicas da doença que não tiveram resposta satisfatória a outras terapias. A enxaqueca afeta cerca de 15% da população global e pode envolver dores de cabeça recorrentes, cuja frequência e intensidade o medicamento busca reduzir.
Como o medicamento atua
O atogepanto bloqueia os receptores do peptídeo relacionado ao gene da calcitonina (CGRP), substância presente no cérebro e associada ao desencadeamento das crises. Ao impedir a ligação entre o neuropeptídeo e seus receptores, o princípio ativo atua nos mecanismos relacionados à inflamação e à dilatação dos vasos sanguíneos cerebrais.
A proposta é oferecer uma alternativa oral de uso diário, com ação direcionada a mecanismos específicos da enxaqueca, em vez de atuar de forma genérica no sistema nervoso ou vascular.
Apresentações e venda no Brasil
A Anvisa autorizou duas apresentações do Aquipta: 10 mg e 60 mg. As duas versões são comercializadas em embalagens com 28 comprimidos.
Apesar do registro, ainda não há data exata para a chegada do produto às farmácias nem preço definido para o consumidor. O valor deverá passar pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), responsável por estabelecer o teto de preços dos medicamentos no país.
A comercialização dependerá ainda da definição de impostos estaduais. Até que essas etapas sejam concluídas, o remédio não estará liberado para venda nas farmácias brasileiras.



