O Grêmio anunciou a Pitaco como nova patrocinadora máster, ocupando o principal espaço da camisa do time. A área estava sem marca desde dezembro de 2025. O contrato foi fechado por três anos com a empresa brasileira, que pertence ao grupo mexicano Draftea e atua no mercado regulado de apostas esportivas.
A direção gremista não informou os valores do acordo. A estimativa divulgada pela imprensa gaúcha é de R$ 40 milhões por ano. A Pitaco tem entre seus investidores Cristiano Ronaldo, Travis Kelce e Iker Casillas.
Outros acordos e histórico recente
Antes do anúncio, o Grêmio havia manifestado preferência por não firmar novos contratos com casas de apostas. O clube também apoiou um manifesto contra o fim dos cassinos online no Brasil. Desde o início do ano, recebeu propostas de empresas desse setor e de outros segmentos, mas buscava um patrocinador único para o espaço máster, sem dividir a exposição com o Internacional.
A Cimed, que patrocina Palmeiras e Cruzeiro, também deve ser anunciada pelo Grêmio. A farmacêutica ocupa os ombros dos uniformes dos dois clubes, mas a área que será destinada à marca na camisa gremista ainda não foi definida.
Em 2025, o Grêmio havia assinado com a Alfa, que também patrocinava o Internacional. A empresa prometeu pagar R$ 50 milhões anuais para cada clube, mas os gremistas romperam o contrato após atrasos em parcelas e fizeram um acordo para receber os valores pendentes. O Internacional rescindiu posteriormente e cobra a dívida na Justiça.
O Banrisul foi patrocinador máster dos dois clubes entre 2001 e 2025. Em 2026, o Internacional usou Shopee e Speedmax Pneus em ações pontuais no espaço principal da camisa.
Situação financeira
Os balanços referentes a 2025 apontaram dívidas próximas de R$ 1 bilhão para os dois clubes. A dívida do Grêmio foi registrada em R$ 935,6 milhões, enquanto a do Internacional chegou a R$ 940 milhões.
O Grêmio tem um bloqueio que não impede contratações, mas condiciona novas chegadas à autorização da Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (Anresf). A restrição está ligada ao plano de renegociação coletiva de R$ 16 milhões apresentado à Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD).
Para o CEO do Grêmio, Alex Leitão, o acordo reúne condições comerciais e contratuais para uma parceria de longo prazo.



