As cotações médias do boi gordo avançaram nas cinco praças acompanhadas, com destaque para Mato Grosso do Sul, onde o preço passou de R$ 349,05 para R$ 351,48. Em São Paulo, a arroba foi negociada a R$ 357,18, ante R$ 356,33 no dia anterior.
Os valores também subiram em Goiás, de R$ 345,36 para R$ 346,25; em Minas Gerais, de R$ 341,76 para R$ 342,35; e em Mato Grosso, de R$ 333,30 para R$ 333,65.
A avaliação de Fernando Henrique Iglesias, analista da Safras & Mercado, é que os contratos futuros seguem com prêmio relevante sobre o mercado físico, mesmo após a valorização recente da arroba. Esse cenário mantém oportunidades para operações de hedge e proteção de margens.
Diferenças entre frigoríficos
As escalas de abate estão mais curtas nas principais regiões do país. Segundo Iglesias, frigoríficos de pequeno e médio porte encontram mais dificuldade para comprar boiadas, enquanto as empresas maiores dispõem de animais de contratos de parceria e de confinamentos próprios para as necessidades imediatas.
O analista ainda vê possibilidade de novos reajustes no curto prazo, sobretudo nas compras realizadas pelas indústrias menores e médias.
No atacado, os preços da carne bovina ficaram acomodados nesta quarta-feira. O quarto traseiro foi cotado a R$ 27,50 por quilo; o quarto dianteiro, a R$ 20,50; e a ponta de agulha, a R$ 19,00.
Iglesias afirmou que a semana não traz estímulos relevantes ao consumo. A maior competitividade de proteínas concorrentes, especialmente a carne de frango, reduz o espaço para novas altas dos cortes bovinos.
No câmbio, o dólar comercial terminou a sessão em queda de 0,76%, a R$ 5,0894 para venda e R$ 5,0874 para compra. A moeda oscilou entre R$ 5,0706 e R$ 5,1276.




