Gianni Infantino acumulou apoio suficiente para buscar a permanência na presidência da Fifa, apesar da reação negativa a uma proposta comercial e da perda de respaldo na França. A ausência de um adversário capaz de reunir as federações-membro fortalece a posição do dirigente antes do congresso eletivo.
A crise política se intensificou após Infantino defender a negociação de uma fatia de 20% das competições administradas pela entidade com investidores privados. A proposta provocou resistência da Uefa, da AFC e da Concacaf. Na Europa, o comitê executivo da França decidiu retirar por unanimidade o apoio à recondução do presidente.
O secretário-geral Mattias Grafström tentou conter os efeitos da crise, enquanto a cúpula da Fifa em Rabat manteve alinhamento com Infantino. Um dirigente que acompanha o cenário avaliou que o presidente preserva alianças formadas ao longo de dez anos e continua politicamente fortalecido.
Oposição sem candidato consolidado
A Fifa reúne 211 federações-membro, e a Uefa tem 55 filiados. Para derrotar Infantino, os opositores precisariam formar uma coalizão que ultrapassasse a influência europeia e reunisse apoios em outras regiões.
Nasser Al-Khelaifi descartou disputar a presidência. Victor Montagliani também indicou que não entrará na corrida sem garantias matemáticas de vitória. O prazo final para a apresentação de alternativas é 18 de novembro.
Na Oceania, Steeve Laigle afirmou que a maioria dos dirigentes apoia o atual presidente. Na África, Marrocos aparece como seu principal aliado público, enquanto a Conmebol mantém o alinhamento com a administração da Fifa.
Sem um nome competitivo para a eleição, parte da oposição passou a discutir mudanças na estrutura de poder da entidade. Entre as propostas estão a descentralização e a transferência de atribuições para o secretário-geral.
A disputa será definida no congresso eletivo marcado para 18 de março de 2027, em Rabat. Infantino tem 56 anos.



