Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Infantino reúne apoios e amplia vantagem na disputa pela presidência da Fifa

Presidente mantém alianças em diferentes continentes, enquanto possíveis adversários recuam e a oposição discute limitar seus poderes.

Infantino reúne apoios e amplia vantagem na disputa pela presidência da Fifa
Foto: Andrew Harnik/Getty Images/Jogada10

Gianni Infantino acumulou apoio suficiente para buscar a permanência na presidência da Fifa, apesar da reação negativa a uma proposta comercial e da perda de respaldo na França. A ausência de um adversário capaz de reunir as federações-membro fortalece a posição do dirigente antes do congresso eletivo.

A crise política se intensificou após Infantino defender a negociação de uma fatia de 20% das competições administradas pela entidade com investidores privados. A proposta provocou resistência da Uefa, da AFC e da Concacaf. Na Europa, o comitê executivo da França decidiu retirar por unanimidade o apoio à recondução do presidente.

O secretário-geral Mattias Grafström tentou conter os efeitos da crise, enquanto a cúpula da Fifa em Rabat manteve alinhamento com Infantino. Um dirigente que acompanha o cenário avaliou que o presidente preserva alianças formadas ao longo de dez anos e continua politicamente fortalecido.

Oposição sem candidato consolidado

A Fifa reúne 211 federações-membro, e a Uefa tem 55 filiados. Para derrotar Infantino, os opositores precisariam formar uma coalizão que ultrapassasse a influência europeia e reunisse apoios em outras regiões.

Nasser Al-Khelaifi descartou disputar a presidência. Victor Montagliani também indicou que não entrará na corrida sem garantias matemáticas de vitória. O prazo final para a apresentação de alternativas é 18 de novembro.

Na Oceania, Steeve Laigle afirmou que a maioria dos dirigentes apoia o atual presidente. Na África, Marrocos aparece como seu principal aliado público, enquanto a Conmebol mantém o alinhamento com a administração da Fifa.

Sem um nome competitivo para a eleição, parte da oposição passou a discutir mudanças na estrutura de poder da entidade. Entre as propostas estão a descentralização e a transferência de atribuições para o secretário-geral.

A disputa será definida no congresso eletivo marcado para 18 de março de 2027, em Rabat. Infantino tem 56 anos.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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