Jorge Jesus criticou a redução gradual do limite de jogadores estrangeiros no futebol brasileiro e afirmou que a medida não enfrenta a principal dificuldade do país: a formação de atletas. O técnico da Seleção de Portugal também aconselhou a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) a manter os campeonatos estaduais.
A maioria dos clubes das Séries A e B aprovou a diminuição do número de estrangeiros relacionados por partida. A mudança começa em 2027 e prevê a redução progressiva até 2030, com o objetivo de ampliar as oportunidades para jogadores formados nas categorias de base.
O limite atual é de nove estrangeiros por clube em cada jogo. O cronograma aprovado estabelece oito em 2027, sete em 2028, seis em 2029 e cinco em 2030. Em 2026, a regra permanece em nove.
Flamengo, Bahia e Londrina foram os únicos clubes a votar contra a medida. A alteração deve afetar equipes que utilizam maior quantidade de atletas estrangeiros.
A avaliação de Jorge Jesus
Para o treinador, reduzir a presença de estrangeiros não determina a evolução dos jogadores brasileiros. Ele citou Portugal como exemplo, afirmando que os clubes do país podem escalar até 11 estrangeiros se o técnico quiser, sem deixar de formar atletas de alto nível. “o problema é a formação, é qualidade de formação e calendarização”, disse.
Jorge Jesus também pediu que o futebol brasileiro preserve os campeonatos estaduais. “Espero que eles não acabem com os campeonatos estaduais”, declarou, ao dizer que essas competições contribuem para o crescimento dos jogadores.
Campeão da Libertadores e do Brasileirão pelo Flamengo, o técnico trabalhou no Brasil em 2019. Atualmente no comando de Portugal, ele estreou pela seleção na última quinta-feira, com uma vitória por 1 a 0 sobre o País de Gales. Sua carreira inclui passagens pelo futebol europeu e sul-americano, com destaque para o Benfica.



