A decisão da CBF de reduzir gradualmente o número de estrangeiros por equipe até 2030 repercutiu em veículos esportivos de outros países. A regra diminui, a partir de 2026, o limite de jogadores de fora do país no Brasileirão, que tem 162 inscritos, de nove para cinco opções, com a retirada de um jogador por ano.
A proposta recebeu o consentimento da maioria dos clubes. Flamengo, Bahia e Londrina foram contrários. Segundo a CBF, a medida busca abrir mais espaço para atletas formados nas categorias de base e estimular a revelação de jogadores que possam servir ao País no futuro.
Repercussão em outros países
Na Espanha, o Diário As classificou a decisão como uma “Revolução no Brasil: redução do número de estrangeiros”. O jornal destacou a dimensão do Brasileirão, tratado como a liga “mais forte” da América do Sul, e afirmou que a competição se tornou um destino natural para jogadores de países vizinhos em busca de visibilidade e de valores mais altos do que os praticados em seus países.
A publicação também associou a presença estrangeira ao investimento financeiro nos elencos. Para o jornal, esse movimento transformou o Brasileirão e a Série B em atrações para atletas interessados no nível técnico e em oportunidades na América do Sul.
O francês L'Équipe apenas informou que o número de jogadores estrangeiros permitidos por partida será reduzido no Brasil a partir de 2027, sem apresentar uma avaliação sobre a mudança.
Na Argentina, o Diário Olé chamou a medida de “mudança radical no Brasileirão” e relacionou a regra aos jogadores argentinos. O jornal listou os atletas do país inscritos nos 40 clubes das duas principais divisões e demonstrou preocupação com o futuro deles.
A rádio KCH, de Guayaquil, também abordou o impacto para os equatorianos que atuam no futebol brasileiro. A emissora resumiu a decisão com a frase “Brasil põe freio nos estrangeiros”. Emissoras da Colômbia, do Chile e do Uruguai igualmente manifestaram preocupação com a situação dos atletas desses países.



