Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
O radar da região e do país
Esportes

Lula sanciona lei para ampliar apoio ao futebol feminino no Brasil

Lei cria obrigações para clubes e SAFs, amplia atribuições do Ministério dos Esportes e prevê medidas contra discriminação na modalidade.

Lula sanciona lei para ampliar apoio ao futebol feminino no Brasil
Foto: TOMZÉ/MODUSFOCUS/ESTADÃO CONTEÚDO/Estadão

O presidente Lula sancionou a Lei nº 15.522, que estabelece diretrizes permanentes para incentivar e qualificar o futebol feminino no Brasil. As regras ampliam as responsabilidades do Ministério dos Esportes, criam obrigações para clubes e SAFs e preveem medidas de combate à discriminação e à violência na modalidade.

A legislação determina a elaboração de um plano de legado social, esportivo e financeiro para o país, com continuidade depois da realização da Copa do Mundo Feminina. Também prevê ações para formar novas jogadoras e melhorar a qualificação técnica e financeira das atletas e das competições profissionais.

O futebol feminino foi definido por Lula como a principal meta da política esportiva até o meio do próximo ano. “Não há porque a mulher ser tratada de forma inferior”, afirmou o presidente.

Regras para clubes e atletas

As Sociedades Anônimas do Futebol poderão manter atividades de formação exclusivamente voltadas para atletas mulheres. Com isso, investidores poderão atuar apenas no futebol feminino, sem a obrigação de investir também na modalidade masculina.

Clubes com certificado de Clube Formador, concedido pela Confederação Brasileira de Futebol, passam a ser obrigados a manter uma equipe feminina. As gestões terão 180 dias para se adaptar às novas regras, com possibilidade de prorrogar o prazo de transição por mais 180 dias.

A lei ainda limita a inscrição de atletas não profissionais em competições. Na Série A1, poderão ser inscritas quatro jogadoras nessa condição. Nas demais divisões nacionais e na principal divisão estadual, o limite será de seis atletas. Em outras competições, poderão ser relacionadas até oito jogadoras não profissionais.

Entre as medidas previstas estão o estímulo à presença de mulheres em cargos de gestão, comissões técnicas e arbitragem, além da ampliação da proteção à gravidez e à maternidade. A legislação também incentiva a equidade salarial entre homens e mulheres, sem estabelecer a obrigação de que os clubes paguem os mesmos valores aos dois elencos.

Atribuições do Ministério dos Esportes

O Ministério dos Esportes deverá articular com clubes e com a Confederação Brasileira de Futebol protocolos de prevenção à violência contra a mulher e ao racismo. A pasta também ficará responsável por aproximar instituições e estimular escolas, universidades e equipes a investirem na formação de jogadoras.

Ainda caberá ao ministério organizar um calendário de partidas em estádios com infraestrutura adequada e apoiar times e atletas, com o objetivo de ampliar a previsibilidade das temporadas e o planejamento das equipes.

O projeto foi encaminhado à Câmara dos Deputados em setembro do ano passado, aprovado pela Casa em agosto de 2026 e, no começo de setembro, também recebeu aprovação do Senado.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Assine nossa newsletterAs principais notícias do dia no seu e-mail.