O Manchester City foi considerado culpado em 114 das 115 acusações financeiras e regulatórias apresentadas pela Premier League. As principais infrações abrangem nove temporadas, entre 2009/10 e 2017/18. As possíveis punições ainda serão definidas em uma etapa posterior, e o clube deve recorrer do veredicto.
A decisão encerra uma investigação iniciada em 2018. As acusações foram formalizadas em fevereiro de 2023, depois de quatro anos de apuração. O julgamento começou em setembro de 2024 e terminou em dezembro do mesmo ano. Desde então, uma comissão independente analisava o caso até divulgar a conclusão nesta sexta-feira.
Infrações reconhecidas
Entre as violações estão o fornecimento de informações financeiras consideradas imprecisas e o registro de receitas de patrocínio relacionadas aos proprietários do clube. A comissão também reconheceu falhas na divulgação de pagamentos feitos a jogadores e ao então técnico Roberto Mancini.
O caso inclui ainda violações das regras de licenciamento e Fair Play da Uefa, além dos regulamentos de rentabilidade e sustentabilidade da Premier League. As acusações financeiras se referem às temporadas de 2009/10 a 2017/18. Já as relacionadas a Mancini e aos jogadores dizem respeito a períodos específicos dentro desse intervalo.
Outra parte do processo trata da conduta do Manchester City durante a investigação. O clube foi considerado culpado por não entregar documentos e informações solicitados pela Premier League. Foram 35 acusações ligadas à falta de cooperação, em episódios registrados entre dezembro de 2018 e fevereiro de 2023.
O City foi absolvido em apenas uma das 115 acusações. A definição das sanções ocorrerá posteriormente, enquanto o clube prepara recurso contra a decisão.



