Belo Horizonte, Quinta-feira, 10 de setembro de 2026
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Morre Claudio Carsughi, referência no jornalismo de futebol e automobilismo

Com mais de seis décadas de carreira, jornalista ítalo-brasileiro morreu aos 93 anos após enfrentar uma infecção respiratória.

Morre Claudio Carsughi, referência no jornalismo de futebol e automobilismo

Claudio Carsughi, jornalista e comentarista esportivo ítalo-brasileiro, morreu nesta quinta-feira, 10, aos 93 anos. A morte foi informada por sua filha, Claudia Carsughi, nas redes sociais. Segundo ela, o jornalista enfrentava uma infecção respiratória havia 27 dias.

"Meu pai acabou de partir depois de 27 dias lutando contra uma infecção respiratória", escreveu Claudia Carsughi. Ela também pediu orações aos fãs e afirmou que o pai estava em paz junto aos antepassados.

Nascido em Arezzo, na Itália, em 13 de outubro de 1932, Carsughi chegou ao Brasil com a família em 1946. Em São Paulo, estudou no Colégio Dante Alighieri e cursou Engenharia Civil na Escola Politécnica da USP. O interesse pelo jornalismo, porém, levou-o a mudar de profissão.

Aos 13 anos, começou a colaborar como correspondente do jornal italiano Corriere dello Sport, acompanhando no Brasil a Copa do Mundo de 1950. Depois, passou pela Rádio Cultura de Poços de Caldas. Em 1957, ingressou na Rádio Panamericana, que mais tarde se tornaria a Jovem Pan. A partir de 1958, trabalhou como comentarista de futebol e Fórmula 1, além de tratar de temas ligados ao setor automobilístico.

Futebol, Fórmula 1 e automóveis

A Jovem Pan foi sua principal casa profissional por mais de 60 anos. Carsughi participou de cinco edições consecutivas da Copa do Mundo, entre 1970 e 1986, e esteve entre os pioneiros no uso de números e estatísticas nas transmissões de futebol. Na Fórmula 1, ficou conhecido pela análise dos aspectos técnicos dos carros e das estratégias das equipes.

Na imprensa escrita, trabalhou no Jornal da Tarde e na revista Placar, além de colaborar com Tuttosport e La Stampa. De 1974 a 1990, comandou a área de testes e avaliações técnicas da revista Quatro Rodas. Nesse período, avaliou veículos como a Romi-Isetta, em 1956, e modelos Volkswagen Gol e Polo.

Em 1994, ao acompanhar por rádio de ondas curtas uma transmissão italiana sobre o acidente de Ayrton Senna, Carsughi foi o primeiro jornalista no Brasil a anunciar ao vivo a morte do piloto.

Ele também trabalhou na ESPN e no SporTV, criou o Site do Carsughi em 2012 e manteve colunas no UOL. Em 2025, recebeu uma homenagem na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo por sua trajetória e contribuição ao jornalismo e ao automobilismo brasileiro.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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