MILÃO — Um mural dedicado a Franco Baresi foi pichado com tinta spray na Praça Gino Valle, em frente à Casa Milan. A obra homenageava o ex-zagueiro e capitão do Milan e foi vandalizada dois meses após a morte do ídolo do clube.
O artista responsável, identificado como Lucas, afirmou que ficou profundamente triste ao ver o trabalho danificado. A reação, segundo ele, não se deve apenas à destruição da obra, mas ao significado que ela tinha para as pessoas que se emocionaram com a homenagem.
O conselheiro municipal Alessandro Giungi, do Partido Democrático (PD), classificou o ato como covarde e deplorável. Walter Zenga, ex-goleiro da Internazionale, também criticou a pichação e destacou a trajetória de Baresi como adversário, companheiro de seleção e capitão.
“Camisas dividem. O respeito deve nos unir. Sempre. Franco é intocável”, escreveu Zenga ao comentar o episódio. Para o ex-goleiro, a depredação não atinge somente o Milan e seus torcedores, mas também a história do futebol italiano.
Carreira no Milan
Baresi jogou exclusivamente pelo Milan durante toda a carreira profissional. Reconhecido pela capacidade de organizar o sistema defensivo e iniciar a transição ofensiva, ele é considerado um dos maiores defensores da história do futebol.
Como capitão, conduziu o clube à conquista de três títulos da Liga dos Campeões e seis Scudetti. O ex-zagueiro também participou da reconstrução do Milan, ajudando a equipe a retornar à primeira divisão italiana em duas oportunidades após os rebaixamentos no início dos anos 1980.
Esse período antecedeu a chegada do empresário Silvio Berlusconi, que impulsionou o clube ao topo do futebol mundial.



